terça-feira, 30 de dezembro de 2008
(211) É mesmo
sábado, 27 de dezembro de 2008
(210) Pinguins
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
(209) Ainda Natal
FELIZ NATAL E NOVO ANO
Weihnachten und guten Rutsch ins neue Jahr
سعيد عيد الميلاد والعام الجديد
Коледа и щастлива Нова година
BON NADAL I ANY NOU
Vánoce a šťastný nový rok
圣诞节和新年快乐
크리스마스와 새해 복많이 받으세요
Božić i sretna nova godina
Jul og godt nytår
Vianoce a šťastný nový rok
Božič in srečno novo leto
FELIZ NAVIDAD Y AÑO NUEVO
Christmas at maligaya bagong taon
Joulua ja onnellista uutta vuotta
NOEL ET BONNE ANNEE
Χριστούγεννα και Ευτυχισμένο το Νέο Έτος
חג המולד ו Happy New Year
क्रिसमस और नया साल मुबारक
KERST-EN HAPPY NEW YEAR
Natal dan tahun baru happy
CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR
Natale e felice anno nuovo
クリスマスと新年あけましておめでとうございます
e o Google ainda oferecia mais idiomas, tendo eu o cuidado de escolher a nossa ordem alfabética, entre os oferecidos, para não magoar alguém.
Porém desisto, pois de repente me lembrei dos dialectos, subdialectos, etc etc, até os que se entendem por estalidos e para quem isto de grafias pouco diz e blogs ainda menos, sendo duvidoso me bastasse o tempo disponivel a crédito, nesta contabilidade da vida.
A minha mansa e sensata loucura, impediu-me de continuar, deixando-me este sedimento amargo da impossibilidade dos humanos se entenderem numa abrangência global, sem o calhamaço normativo dos conceitos.

Estando ali um gato, ainda lhe perguntei se, entre eles, tinham este problema.
Fitaram-me aqueles verdes olhos altivos e espantados, virou a cabeça e lambeu o pelo.
Ou não me entendeu ou despreza-me como humano, pelo nosso falso sentido de evolução e inadequado uso da vida por precário empréstimo tomada.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
(207) Natais

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
(206) boomerang

Eis uma interessante e perigosa criação humana, misto de brinquedo e arma.
Requer extrema perícia no seu manejo, pois do preciso retorno, depende o preciso arremesso.
A perícia, em qualquer arte ou oficio, é a pedra de toque da correcta execução. Passa por rigoroso e constante exercício e também por profunda consciência, só possível quando a sua prática está prenhe de serenidade, aceitação circunstancial e sobretudo respeito pelas fronteiras e limites dos outros.
Afastado assim fica o egocentrismo e a ideia exótica de que o mundo nos persegue, quando afinal, o nosso mundo parece ser mera construção pessoal.
Referi o boomerang como poderia ter mencionado a palavra, a escrita e tantas outras acções, como até o acto físico.
Quando os procedimentos não são conformes ao estilo da época das nossas vivências, arremessamos à toa o "objecto" e, na falta da preciosa perícia, não o agarramos no retorno, ficando sujeitos a levar com ele na cabeça ou noutra parte mais sensível, quem sabe, para depois culpar o mundo e assim isolados nos mantermos.
Uma sugestão: não se usem armas tão perigosas, por brinquedos que pareçam.
domingo, 14 de dezembro de 2008
(205) Mulheres/Homens

Tratando-se de seres da mesma espécie de prática assumidamente social, vivem em interdependência e, pese embora não troquem intimidades ou gostos afins, haverá de subsistir, como principio fundamental, o respeito pelo outro e a integridade dos seus limites e fronteiras, até por garantia reciproca, bastas vezes não assegurada.
Todavia e dependendo da aproximação, sobressaem dois grandes grupos.
Na vertente da sexualidade podem atingir um poderoso entendimento físico, quando a fusão dos corpos garante o tipo de êxtase, como dum só se tratasse, esquecida a partilha.
Na outra vertente, o elo porventura mais fraco, todavia mais poderoso, continuado e consistente, quando partilham intimidades, que não sexuais, e afinidades profundas, discutindo-as no sentir benigno do esclarecimento e evolução.
O ideal, utópico como é de uso, seria a conjugação destes elos numa só corrente, de forma a obter uma magnifica e unica ligação dos frágeis seres que afinal somos.
Apesar do cepticismo, há quem creia em milagres.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
(204) Sementeiras

Alguns humanos, imitam convictos o acto, semeando a eito palavras, suas e dos outros, sem mesmo medir consequências ou nelas reflectir.
Por sorte, grande parte, como na natureza mãe, cai em solo estéril e não germina.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
(203) Loucuras da noite
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
(202) Profundo silencio

domingo, 30 de novembro de 2008
(200) O poder familiar



quinta-feira, 27 de novembro de 2008
(199) Carraças


Dissimuladamente aproximo-me da cafetaria e sinto neles o primeiro abalo ao odor pairante da cafeína.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
(198) Currículo

Assim, quando o noticiário é a repetição do de ante ontem e ainda não quero dormir, lá me foge o comando para uma dessas séries, afastada a hipótese de adormecer pelo usual entremeio de basto tiroteio.
Para além disso, agradam-me as palestras.
Ah essas sim... e de preferência de temas polémicos ou intelectualizados.
Aí, quando não consigo espremer o sumo do palestrante, deleito-me na observação do publico e das suas deliciosas reacções.
Todavia há um sobreaviso a reter.
Em ambos os casos cuidem-se: quando diz "e agora para terminar", não suspirem de contentamento, levarão pelo menos com mais quinze minutos de enredo, pois o bilhar é grande.
Não sou critico desta arte, mero observador atento, e daí creio que o paciente publico, no final, por alivio ou satisfação, troa em imensas palmadas.
Não fico doente todavia, pois sei que se inquirir duas ou três pessoas perguntando o que disse o homem, a resposta universal e unânime é o gaguejo em nada justificativo das palmas.
Em resumo e para terminar (já estou a tomar o hábito mas garanto não demoro):
Tantos cursos e carreiras, sejam eles de água fria ou a ferver, devem tomar da curta vida o seu tempo e, tais sujeitos, quando se sentem apertadinhos, de certo nem uns minutos terão para o chichi.
Lembra-me um puto, para não ficar diminuído lá no grupinho social, à sua vez disse que o pai também tinha um curso, o de tirador de cerveja, e estava a tirar o mestrado da bisca. A sapiência da inocência.
Na verdade, e apesar do desabafo, tenho apanhado belíssimos oradores que sabem o que dizem e para quem falam, interagem com o público e eles próprios se estão marimbando para o currículo, simples palavras em papel ou oradas, mor das vezes não certificando garantia.
São eles que me permitem distinguir os outros.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
(197) Loucuras

Psiquiatra meu amigo, segundo seu relato, sofreu isso na pele.
Após os praxentos cumprimentos, o paciente tímido, acanhado, olhar evadido, deslizou molemente na cadeira que lhe foi oferecida, apático, incompreendido.
Após alguns minutos, para quebrar o impasse, surge o incitamento:
--- Então do que se queixa, conte lá tudo desde o principio...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
(196) Beijoqueiros
Pecará o gesto pela deselegância de execução.
Todavia, no seu vasto leque de atitudes e intenções, até poderei jurar ser acto dos mais praticados pelos humanos, superando muitos outros.
Cobre, absorve, a nata dos sentimentos, dos cândidos e ternurentos aos mais fervorosamente apaixonados, e, nesta beijoqueira democracia, até o beijo da perfídia tem assento.
Seus companheiros inseparáveis, o toque e o olhar.
No toque terno da mão, no abracinho, no abraço, no amplexo da fusão do corpo, a mando da alma, muda o olhar de expressão.
Podem ser de afloramento, cortesia, verdadeiro contacto, ou esmagamento, havendo a distinguir os pontos beneficiários desta caricia e, no acto, pra valer, deverão os lábios tocar a pele nua.
Dizia que os humanos professam a cultura do beijo e o distribuem a esmo.
Em publico, é óbvio e manda o pudor, são distribuídos pela cabeça, seus subúrbios e ainda mãos e braços.
Na intimidade não falo, os mais recônditos pedaços de pele usufruirão do beneficio e o critério de execução fica a cargo de quem com gosto o fizer.
Em coisas desta relevância sempre me interessou a opinião dos outros e foi assim que há dias perguntei a alguém, na segunda metade da vida, madura e culta, se via diferença entre o beijo nos lábios e na boca.
Da peremptória resposta estarrecido quedei:
---Na boca ? Que nojice ! Respeito muito o corpo.
Deu-me que pensar.
Saberá ela a diferença ou é o pudor a falar ?
Nojice ?! Conceitos são o que são, efeitos a considerar.
Tanta gente por aí se delicia comendo caracóis, bivalves, camarão e sorvendo por inteiro seu sistema vital, incluído o digestivo.
Reflectindo. Se os beijos que dei na vida cumpriram sua missão e o corpo vou mantendo, não vejo assim tanto mal, mas posso não ter razão.
Pronto, com razão ou sem ela, não me quero castigar.
Vou continuar a beijar.
(195) Abismos
sábado, 15 de novembro de 2008
(194) As corridas
Numa mini maratona disputada por milhões de concorrentes, ganhei em tempos a vida.
Imposta era a corrida. Esperado vencedor único e eliminados os restantes.
Não me cabia opção, nem vontade, nem conhecimento do eventual mérito do prémio. Impulso era o critério, nós as marionetas.
Vencedor, aqui cheguei sem pedir, beneficiei do usufruto da dádiva. Foi-me concedida a vida, o acesso ao conhecimento pelo livre arbítrio e longa aprendizagem, comum a outros vencedores, doutras corridas, doutros tempos, de semelhante modo impelidos.
De imediato fui inscrito noutra competição, todavia mais dura, porventura consciente e aparelhado com algumas sofisticadas armas.
Desta feita o êxito final, a morte, é assegurado a todos, abstraído qualquer mérito do percurso.
O processo inverte-se, não há empurrões de passo à frente, subsistindo todavia alguma falaciosa delicadeza cultivada segundo as escarpas do próprio percurso.
Seria lógico, nesta derradeira corrida, o vencedor ser o ultimo e talvez assim seja, dando a impressão que bastaria parar para vencer.
Mas não! Esta tem regras. Não é permitido parar.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
(193) Gorilas


terça-feira, 14 de outubro de 2008
(192) OLÁ
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
(191) Esperteza saloia

Embora conste ser o homem animal politico, posso afirmar, com muito agrado, não ser da politica profissional, pese embora goste de visitar mercados.
Quando topo um, meto sempre o nariz, na antevisão do prazer.
São depósito vivo de usos e padrões sociais, numa miscelânea de culturas.
Desta vez entrei para comprar e aí sou cauteloso.
Olho, comparo e apalpo.
No caso de pouco valeria a apalpadela, pois dum molho de espinafres se tratava.
Fora da banca uma mulher já idosa, pesadona, obesa, diria, jus fazendo a tantos adoradores de comida.
Lá dentro, a mando daquela, homem jovem, talvez filho, talvez neto ou talvez outro qualquer vinculo que ao caso não vem.
Fui discutindo a exorbitância do valor atribuído ao molhinho e ela arengava, na sua singela cultura mercantil que sim, eram frescos, apanhadinhos há pouco e tinham muito ferro, ao que retorqui que apesar do ferro eram leves em demasia e muito mais ferro tinham os euros solicitados.
Às tantas, estando eu, como de uso, vestido à ligeira, para a frescura da manhã, as mãos me apalpou exclamando:
--Olha, tenho 69, é muito mais velho do que eu e tem as mãos quentinhas.
Não retirei conotação erótica e protestei com veemência:
--Mais velho !?!? Ora essa ! Ainda há pouco fiz 30 e o meu aspecto e barba esbranquiçada são da vida que levei.
A sua observação e falta de raciocínio não viviam sós, coabitava também a falta de humor, tudo transparecendo na estupefacção assumida naquele rosto envelhecido, implicitando: "coitado, tão novo e tão acabado".
O titulo do texto não ilude, aqui o saloio fui eu, pois acabei por pagar acima do valor justo, com disfarçados descontos nas batatas e cenouras.
Levei o excesso à conta do ingresso num espectáculo que nem sempre é tão nice. Deliro com estas coisas e espero que Deus me perdoe ou alguém a seu mando, se, por azar, ocupado estiver.
Juro que o piripiri não comprei !
domingo, 12 de outubro de 2008
(190) O gavião

A surpresa do efeito baralhou-me.
Até hoje... o amarelo sempre me lembra aquele olho sem lágrima, triste e tão choroso.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
(189) Desfazendo

Foram 365 dias desfeitos, um a um.
Datam, rotulam, seccionam, como fazem a tantos outros rituais.
Suponho que o nosso ontem apenas represente experiência, como campainha avisadora de situações não iguais todavia semelhantes.
Não me posso queixar, sou como tantos outros e a sina é começar agora, dia a dia, a desfazer mais outro, até que a tarefa seja dada por cumprida.
Até é chato que tão disciplinado eu seja !
terça-feira, 30 de setembro de 2008
(188) A posse

Mais cusca que comprador, miro e remiro as bancas dos vendedores de supérfluo. Das moedas aos pacotes de açúcar, dos selos às caixas de fósforos, postais e quejandos.
Certo tenho eu: o valor das coisas está na razão directa do desejo da sua posse.
E a posse é uma estranha figura, sinistra até, oferecendo uma aparente sensação de domínio e exclusividade, tanto mais agressiva quanto o objecto da posse mostra sua inutilidade na concretização do acto de viver e ainda carece de cuidados na sua manutenção e guarda.
A coisa é sofregamente adquirida, classificada, sistematicamente arrumada, por vezes escondida de olhares estranhos, apenas revista quando agregada companhia ou na ressaca de uma qualquer nostalgia.
O valor real e material da coisa apenas existe na mente do seu possuidor,
além dos valores também relativos que outros lhe possam atribuir, sendo assim fraca a sua função vital.
Sendo humano, (serei !?!?), negou-me a natureza a fuga a esta servidão
Quando jovem sofria ao desejar coisas fora do meu alcance material. À revolta contrapus resignação e disciplina. Dei assim a volta e hoje, podendo possuir essas coisas, refuto-as por inúteis.
Dizem-me estar no átrio do paraíso por me limitar, com raras excepções, às primárias necessidades da sobrevivência.
Tenho ainda um senão.
Dispondo de algum espaço, não deito coisas fora, conservo mas esqueço.
As coisas acabam por não cumprir a sua malévola função e decerto não me possuem.
sábado, 27 de setembro de 2008
(186) Beleza e dor
(185) Beleza e trocadilho

quarta-feira, 24 de setembro de 2008
(184) Palavras

Tarefa terminada e, na mirada, logo pasmei.
Tantas e tantas conhecidas palavras e, ali,
Fora dum contexto, podem ser tudo e nada!!!
Sem desanimo, mochila a tiracolo, sai,
E serenamente apreendi:
Fez sentido esvaziar a mochila...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
(182) Show na feira



Há por regra um grupinho a animar os visitantes.
sábado, 13 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
(180) A busca

Entre os humanos não devo ser peça única sofrendo desta anomalia e, neste caso, o mal dos outros anima-me, não por regozijo, antes pela solidariedade.
A deprimência e o desanimo tomam porém posse, quando os outros, privando de algum pouco do meu tempo, logo afirmam que me conhecem bem, sou transparente, previsível.
Quedo perplexo pela perspicácia desses génios capazes de penetrar a minha mente em corredores para mim inatingiveis.
A inveja, de mim tão arredia, faz da deixa a sua insidiosa entrada, espicaça-me em silencio, por sorte quebrado pelo murmúrio do leal discernimento.
Em duas penadas este deixa liquida a questão.
É a riqueza da diversidade. Entre os humanos pululam os que nada sabem de tudo o que sabem e ainda os de má intenção. Se eles não existissem, como distinguiriamos os outros ?
Constatada a ausência de minha falta, volta a serenidade ao meu reino só inquietada pela continuidade da procura, na tentativa, espero não gorada, de me encontrar antes que me perca de todo.