sábado, 8 de janeiro de 2011

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

(270) CHAMAR NOMES

Eis algo de que se deve ter cuidado quanto baste.
Quando se está numa fila e há alguém que sorrateiramente nos ultrapassa assobiando, convém nos contenhamos evitando a gana de dizer OH PARVALHÃO!
É que, logo após, sem sabermos se é de curiosidade natural ou convicção, teremos todos a olhar para nós, vendo-nos na contigência de exclamar que só chamámos um e estas coisas, dada a pouca criatividade do humano género, podem acabar de mão na cara, o que não convém e até não é o meu género.
Ainda por cima quando sabemos que infelizmente parvalhões há muitos e só temos de nos congratular não seja a coisa transmissivel, sendo contaminados, como na loucura mansa.
Pareço que fico por aqui, os avisos dão sempre vantagem.

domingo, 8 de agosto de 2010

sábado, 17 de julho de 2010

(268) Macacos

Pergunto por que me agradam os macacos e, não encontrando espontânea resposta, tento mergulhar fundo na busca da razão.
E isto por tão habituado estar ao conceito de beleza humana e correspondente postura, assim me parecendo mais estranha a preferência, pois de facto e quanto a mim, e me perdoem os macacos, perdem eles nesse aspecto.

Depois, andam afirmando por aí terem neles raiz nossos longínquos ancestrais o que de novo me confunde por, se assim for, me parecer de pouca valia os milhões de anos decorridos, com ressalva ao aprimorar e embonecar e também a batelada de conhecimento adquirido,na sua maior parte fardo a transportar, também de menos valia.

No outro capitulo,e à laia de exemplo, não me recorda ter visto um macaco a cuspir displicentemente no chão, nem a espalhar detritos à sua volta, conspurcando assim o espaço do outro, gesto tão elegante e habitual no humano, porventura posteriormente adquirido.

Pelo contrário, de rabo no ramo,quando descasca a banana tem o cuidado de atirar a casca para as suas traseiras e assim pelo menos cumpre a voz do povo: quem não vê não sente.

Todos estes, os da foto, dormem à minha cabeceira, parecem família feliz, leia-se: não ralham nem resmungam (e não chateiam).

Vá, não me chamem louco, isso sei eu. 
Sejam criativos. Terei outros méritos

quinta-feira, 8 de julho de 2010

(267) PUREZA

À execução perfeita da soprano e do pianista, duas vezes chamados e aplaudidos de pé, seguiu-se curta pausa.
Ouvi então este precioso dialogo entre uma criancinha e sua mãe:
Gostaste filha ?
Muito. O senhor do piano tocou tão bem !!!
Não percebi porque a senhora, que tinha uma voz tão linda, gritou tanto com ele.

Estranhos são os caminhos no entendimento da arte.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

(266) Ilusão e Liberdade


Era condição de desafio proposto algures, a elaboração duma quadra septissilábica de que constassem as palavras liberdade e ilusão.
Não sendo dado a competições, cumpri o tema sem envio, apenas aqui para o meu arquivo:

Ilusão e liberdade
Vão ali de braço dado
Sabemos são de verdade
Um casal muito chegado


Em essência suponho seja a liberdade coisa como a felicidade, sorver aos golos e saborear, não deixando que a ilusão nos arraste ao cimo do penhasco para evitar o estrondo da queda.
E, por vezes, nem as flores são livres.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

(265) Peugas


A capacidade de observação de alguns seres, deixa-me aturdido e em queda na perplexidade.
Em regra fixam coisas que nada acrescentam ou tornam proveitoso o seu dia a dia, sobre carregando a memória e até talvez sacando-lhe capacidade para outras relevâncias ou ainda, beneficio de duvida, serão tão loucos quanto eu... ou mais.
Um dia destes, por acaso daqueles em que a agenda me apertava, fazendo prever horas penosas de espera em portas fechadas ou só entreabertas, logrei engenhosamente ludibriar esse facto, urdindo distracção deliciosa.
Calcei um sapato de cada cor, assim como a peúga, e saí à rua enfrentando a lide já prevista, todavia de olho nas eventuais reacções àquela quebra de pseudo normalidade de quem com isso nada tinha.
Minorou as tarefas, resultando em pleno e ainda descobri existirem pessoas que pensam haver peúgas direitas e esquerdas.


Foi útil, porventura não inovador, pois também já havia caido numa esparrela semelhante, observando um tipo a simular que falava ao telemovel, quase gritando, e este era, nem mais nem menos que uma simples esferográfica e ainda por cima sem marca.


Santa paciência... e o louco sou eu, sem dúvida.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

(264) Novelos


Acordei todo enrolado e logo imaginei a vida em novelo, qual imenso cordão umbilical.
Agarramos a ponta solta e vamos puxando, puxando, cumprindo e tecendo o rendilhado do nosso percurso, quiçá extremamente dependentes.
Não basta a maior ou menor resistência do fio e a sua policromia, ou a boa ou má qualidade das agulhas mentais, como ainda estamos sujeitos ao desenho, no fundo de somenos desde que subsista a capacidade de desfazer e começar de novo, sem apego ou desgosto, se a obra não está a correr de gosto.
Nesta fase alguns desesperam, usando a tesoura no corte do fio, não aproveitando o que do novelo resta, quiçá prenhe de eventuais surpresas e maravilhas ainda por tecer.
Aproveitei o meu novelo e muito teci, uns trabalhos de mérito, outros não tanto, sem arrependimentos tardios ou arrogância, ultrapassadas que foram as raivas da juventude e convicto de ter seguido o desenho e estilo que a época ou ocasião pareciam favorecer como escolha certa.
O que resta do meu fio está num desses novelos minorcas e pacientemente vou puxando, com acrescida cautela e tecendo, tranquilo e a meu gosto, o desenho possível, em liberdade interior e sem preocupação do que os outros possam disso pensar.
E assim, se errar, me perdoem pois nunca será tal a intenção.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

(263) Aprendizagem

foto notyet


Os seres, nós e todos os outros, rastejem, andem, nadem, ou voem, não se eximem ao ciclo natural, estando todos sujeitos a período de aprendizagem mais ou menos longo, e até me parece, leigo na matéria que sou, estar esse período condicionado à esperança média de vida de cada espécie.
Sendo minha bandeira o raciocínio, não estou a ver uma mosca com tempo de vida de 24 horas a dispensar à nascença parte substancial dessa oferenda em aprendizagem e adaptação.
Os humanos disso não escapam e não deveriam lamentar-se da estreita e longa dependência na sobrevivencia e adaptação, antes reconhecer o privilégio de serem tão agraciados com útil e diversa ferramenta se adequado o respectivo uso.
E tão bem se conhece, pese embora essa longa aprendizagem, o lote de asneiras cometidas em nome do conforto e qualidade de vida, procedimentos inadequados que ceifam o futuro deste planeta azul.
Pergunto-me o que terá aprendido o pequeno réptil quando voltou à sua pseudo liberdade.

terça-feira, 30 de março de 2010

(262) O passado

Para me aquecer um pouco voltei ao FOGO DA VIDA

segunda-feira, 1 de março de 2010

(261) A MODA

É a moda lá na minha estrela e não creio que pegue por aqui, pese embora a vantagem de melhorar e iluminar a visibilidade e até talvez por isso.
As modas são o que são, em qualquer parte da galáxia.
É o "se eu te venero e tu usas, eu também quero", esquecendo-se de todo a eficácia e até do ridiculo aspecto que, na mais das vezes, do uso resulta.
Acabam por ser democracias da moda, onde quase todos entram, mesmo sem vislumbrar qualquer utilidade.
A própria ética e moral vai neste bailarico e muda ao sabor da maré, umas vezes no alto da onda e outras bem lá no sopé.
Folheando a história dos tempos fácilmente se constata: o que ontem era,  hoje já não é tanto assim, e, por vezes, alcunham isto de evolução.   Ou talvez não ?
Vejam só, como cenário probatório: o que antes era intimidade, hoje é vulgar merecer publicidade.
Dizia que as modas são o que são em qualquer parte da galáxia, mas aqui, no mundo dos homens, são um abuso.
Quero voltar à minha estrela.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

(260) Teus olhos castanhos

Bom. Lá que aqui o meu amigo tenha dois corações, ainda vá lá.
Contudo, com rara excepção, sou fã dos olhos castanhos... os tais de encantos tamanhos.
Estive a matutar. Olhos de gato !?
Vou pedir-lhe, em nome do nosso afecto, não use lentes de contacto.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

(259) Escorregar

Seja pela idade, ou outra qualquer fatalidade, quem, como o povo diz, está com um pé na cova, e se continuar a achar a vida bacana, terá de se cuidar naquilo que o outro pé pisa, pois pode escorregar em casca de banana e pra tal cova desliza.
Sendo louco, conto viver mais um pouco, e assim, por precaução, vou prestar muita atenção.

A foto ilustra o aspecto inofensivo do fruto lesivo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(258) Definições

Se mo pedissem, teria dificuldade em definir felicidade.
Do melhor que já ouvi e nela me revi:

Felicidade é não ser feliz e com isso não se importar

Fica assim restrita ao estado de plena aceitação de qualquer mau fado

(257) A ternura do toque



O que nos deixam as novas tecnologias ?
Comunicação virtual.
A ternura do toque limita-se ao teclado.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

(256) MUDANÇAS

Por necessidade continuada e logo transformada em processo banal, tantas e tantas vezes de casa mudei que nem pelos dedos ouso contar, na previsão de não chegarem, a menos que de outros aproveite a mão.
Na última, ainda em curso, nela decidi nem pensar e adiar, adiar... na razão lógica, ou ao invés, na falta dela, este meu percurso devassar.
Porque, na verdade, além duma pequena maleta de roupa e artigos de higiene pessoal, tudo o mais que preciso viaja comigo em unidade física e psicológica, os sentimentos não ocupam espaço e as memórias seguem-lhe as pisadas, como o conceito pessoal de arte e beleza, tão individual e diferente talvez, mas meu de certeza.
Porém, quando existe espaço coisas e loisas ali vão jazendo, todas ou quase prenhes de implícita leitura de nós e laços que as enlaçam, cumplicidade sem idade, momentos e ternuras passadas, de boa ou de má história, interruptores vivos e reais desse interminável arquivo da memória que aviva, sem demora, em franca contradição ao acto de deitar fora.
Os inertes que nos rodeiam não passam de carrascos, esgotando sua valia na activação dessa memória, resíduos da maratona da vida, corrida de olhos postos no horizonte, no esquecimento de olhar à volta, parar e beber da fonte.
Depois, bem depois, na meta, não dá para beber pois a mesma água não volta a correr e a chama já não arde... depois... é tarde.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

(255) Regresso






Voltou... como se o tempo não se tivesse processado e nem parecia cansado.
Depois, mais sereno e sempre prenhe de ternura, coisa do hábito, poisou a cabeça nas minhas pernas e ali se quedou de olhos brilhantes de candura, como dantes, na esperança do afago que sempre no coração trago.
Continuou, receando recriminações e na ansia de justificar desculpas e desilusões.
Não falei e não resisti ao habitual miminho e com carinho pousei minha mão naquela cabeça louca e assim, com coisa pouca, sem apagar o brilho dos olhos, semicerrou-os, lambeu-se e, convicto da aceitação e do perdão, descansou então da longa jornada para o que bastou aquele gesto de nada.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

(254) Compaixão

Dizem que somos animais de hábitos e assim será por certo, ressalvadas as habituais excepções.
Não me esquerdo e é por hábito que diariamente percorro o mesmo trajecto que me leva ao local onde habitualmente satisfaço o hábito do café da manhã.
Nesse percurso é também hábito cruzar-me com velho cão, como eu perto do limite da caminhada.
Fita-me, de olho triste e, ao meu olá, abana duas ou três vezes o rabo, sem grande entusiasmo, talvez por cortesia e vagarosamente seguimos, cada um à sua.
Hoje, depois do habitual cumprimento, mau grado meu, desatei a matutar no porquê de, em certos momentos de êxtase, acreditarmos na beleza da natureza, mais não fazendo do que dar corpo ao conceito do belo, estabelecido pela sociedade ou grupo humano em que nos inserimos.
E, esse bem estar, na observação daquilo que consideramos perfeito, logo nos leva a esse outro complicado conceito, o da felicidade, fugaz que seja.
Temos porém uma outra capacidade, mais a jusante do optimismo, o discernimento de olhar pelo outro lado, o que poucos fazem, dado o evidente incomodo.
E aí, em honestidade, teremos de admitir a inexistência da compaixão, nesse quadro natural , outro conceito que faz parte da consciência de alguns humanos, talvez poucos.
Quero dizer na minha: aquele meu conhecido, no seu espaço natural, em vida livre, não acorrentado ao estigma de animal domestico, há muito teria cedido a vida a um qualquer predador, mais jovem, mais forte.
Assim, tout court, não tens vitalidade, vais à morte.Sendo os nossos encontros de mera circunstância não aprofundei se isso o faria feliz, ou menos infeliz do que parece.
A duvida em mim subsiste na incapacidade de conciliar beleza e compaixão, ou seja o que está certo e parece errado.
Ou teria sido melhor não sair hoje ? O diabo faça a escolha !

sexta-feira, 15 de maio de 2009

(253) A fuga

obséquio de gifmania
Bom. Quem tenha alguma crença nestes loucos escritos, decerto já se apercebeu do meu apreço, estima, apego, amizade, amor, seja lá o que for pelos animais em geral.
Tento falar com quase todos, evito conflitos com alguns notoriamente hostis e supostamente prejudiciais à espécie humana e sempre me entristeço quando no cumprimento desta servidão alguns tenho de devorar, coisa que todos eles fazem, sem tempero, sem consciência e sem a delicadeza e intermitência que dou ao triste acto, o que reverte em absoluto para seu bem estar psíquico se é que disso necessitam.
Cumprem, satisfazendo-se e satisfazendo a mãe natureza nas suas intenções renovadoras.

Isto até aqui parece conversa da treta, sendo apenas entrada para a minha profunda estranheza quando observei o dálmata em plena fuga.
Bom. (devia ter começado aqui) Porque fugirá ele ?
De mim não é de certeza. Ou será que o ofendi naquela minha vã tentativa de estabelecer relação ? Não creio, já vou ladrando razoavelmente de forma a que me entendam.
Será que este mundo vai acabar e ele ilusóriamente corre procurando outro ? Mas o ano 2000 já lá vai e com ele a ideia de que ficaríamos por ali.
Não vejo no horizonte qualquer cadela impulsionadora da corrida. Nem sequer prato de comida.
Deixa-me isto inquieto e intrigado, sabendo eu que este dito animal de estimação usa os seus recursos sensoriais com parcimónia e segurança sendo mais atinado do que o humano, dito seu dono.

Se calhar é brincadeira e foi uma maneira de me tentar tirar o sono.
Ou até dar-me uma lição pelo meu imperfeito ãoão.
Coisa boa não será e o que for soará.
Vou esquecer isto e tentar melhorar a comunicação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

(252) Duvida

Acrilico s/tela 25x30 (2007)

Entre o fogo e a água, qual será o meu rumo ?

Sou labareda ou sou fumo ?

sábado, 2 de maio de 2009

(251) Ainda outra Lisboa


Esta outra, de belíssimos pormenores, é ponto obrigatório para milhares de automobilistas que a lobrigam ao longe e de certo por vezes a rodeiam.
No percurso, os semáforos obrigam a umas curtas paragens, compadecidos, na esperança vã de mostrar beleza, decerto insuficiente pois o condutor terá outros problemas: na perícia da condução, no estupor do chefe que o vai chatear por chegar tarde ou na crise de que todos falam, e ainda terá de responder a um insulto ou outro quando faz de papo seco que é como quem diz as regras não cumpre, tendo também de buzinar umas quantas vezes.
Se os monumentos tivessem alma muito haviam de padecer, estão sujeitos a intempéries e ao ataque sistemático da poluição humana e dos dejectos das aves que ali pousam arrulhando e talvez observando a indiferença da espécie que as criou e por ali passa como por vinha vindimada.
E ainda me pergunto, porque será que grande parte dos residentes gastam as suas férias embasbacando-se com monumentos noutros países ?
Bom não vale a pena irritar-me e lembrei-me agora duma letra que andava por aí (aquela do tempo volta para trás). E já agora fosse no tempo, em que havia tempo e havia gente com tempo para olhar um pedaço de dura pedra ver a obra nela inserida e, pacientemente, com todo o tempo do mundo, ir desbastando e lascando o que no bloco estava a mais.
Quanta serenidade e felicidade conteria esse acto
Fica um pequeno grande pormenor do monumento.

terça-feira, 28 de abril de 2009

(250) Mais Lisboa





Outra pequena maravilha daquela cidade e o seu pormenor, onde, para baixo e para cima passam diariamente milhares de seres.
Disse-me uma formiga que a grande diferença entre elas e os homens, naquelas idas e vindas desenfreadas, é que elas sabem o caminho.
Por isso os humanos passam junto a estas belas obras e não dão por elas ?
Ou será pela canseira da dureza da vida na procura do pão ?
Ou além do pão há outra ambição ?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

(249) Por inteiro






Aqui repito, desta vez por inteiro, esta magnifica obra, que me parece passar despercebida numa das maiores artérias de Lisboa.
Continuo a realçar a riqueza do pormenor, movendo-me apenas a exaltação do artista que a concebeu.
Estou também certo da beleza transitória do modelo.

sábado, 25 de abril de 2009

(248) O domador




Ainda o vidro da máquina que me serve.
Ao gigante e ao leão, dei um tempo a observá-los.
Fitam as águas conspurcadas e serenas do rio
que abraça e corre a cidade que tanto lhes deve
E nisto, ideia peregrina me surgiu
Voar um pouco e abraçá-los

(247) O vidro





O vidro da minha máquina tem destas coisas.

De vez em vez extasia-me, encontrando beleza no pormenor, onde o artista empenhou a sua força, evitando que me passe despercebido.

Por isso aqui fica o meu humilde agradecimento.

E Lisboa, também às vezes é assim !

sábado, 18 de abril de 2009

(246) A inércia


Acordei em certa prostração e, não sendo esse o meu fado, a estranha sensação de estar acompanhado.
Alguns minutos após, já de olhos descerrados, adaptados ao espaço, em plano de fundo lá estava o embaraço.
Atravancando a porta de uso sempre aberta, um vulto enorme, disforme, a crescer sem rumor em direcção ao leito. Parecia familiar.
Não isento de temor e, sem jeito, olhei de soslaio o digital da cabeceira, sete da manhã. Não havia outra maneira, tinha de levantar.
Então tentei disfarçar e livrar-me do enguiço, mas a verdade é que a coisa me prostrava, sugando-me a vontade, por um qualquer feitiço.
Derramava já seu corpo sobre o meu e, na esperança fosse a morte, mesmo não crendo na sorte, balbuciei: quem és tu ?
Veio a resposta em tom cavo, longínquo e profundo: sou a inércia e venho de outro mundo pra tomar conta de ti.
Logo vi!!!
Lento, a custo e doce foi o meu levantar e no canto secreto logo fui acocorar.
Só restava meditar, deixando a crise passar...
Mais um dia pra esquecer.

terça-feira, 14 de abril de 2009

(245) Simbolismo

Os mantos tem 9 e 7 cm de altura e cerca de 1mm de espessura
Surgiram aquando da minha débil aprendizagem dos rudimentos desta arte

Dois pedaços de barro corrente, laminados; a brandura da mão dando-lhe forma e o imenso calor do forno a dureza.
Dois laços extremados a unir a criatividade e possível beleza.
Depois, depois a sensibilidade do observador usando da sua experiência e imaginação para situar as peças e sua representação no espaço e no tempo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

(244) Carências

Obséquio de gifmania

Habituados estamos à mendicidade, não sendo fácil distinguir a verdadeira carência da falsa, ou mesmo quando lidamos com profissionais da miséria, sem qualquer decência
Nos transportes citadinos são diversas as modalidades: lamurias, batidas de bengalas, gritaria, musica de feira, chocalhada de moedas ou, pior, mão estendida a tapar o que vamos lendo, tocando-nos.
E, como se não bastasse, por vezes até ousam utilizar criancinhas, usando ladainhas, na esperança de melhor condoer o eventual pagante.
E, pior, se a acção não tiver êxito, resmungam, blasfemam.
Assim não.
Creio, o verdadeiro necessitado respeita-se...tem pudor
Esse carece de ajuda... há que estender-lhe a mão.
Como distingui-lo entre quem faz uso indevido de tão deprimente situação ?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

(243) Privacidade

Trabalho misto (distorção de pintura acrílica sobre tela)
Buraco de fechadura.
Invasão de privacidade no trigésimo século.
Ou já hoje ?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

(242) Realidades

Os artefactos são meus
A garrafa é pintura
(pastel de óleo sobre papel).
O copo é de vidro-.
O liquido pura imitação dum vinho.

Urgente conhecer a realidade.
Por mim, se não me dão uma achega, estou quase esclarecido e convencido que esta tal de realidade é uma criação pessoal, deveras subjectiva.
E dito doutra forma, a mim me parece que a realidade chega a ser aquilo que nós quisermos, bastando capacidade mental para o assumir.
Como exemplo, e não de minha lavra, temos o teste do copo de todos bem conhecido.
Entende o pessimista, a sua inteira verdade, estar o copo meio vazio, enquanto o optimista o entende meio cheio.
Não ficando por aqui, e consultando o realista, dirá ele que o copo não tem o tamanho adequado.
Poderíamos continuar a consulta o que seria passível de outras estranhas respostas, verdades de cada um.
Assim, se questionasse alguém o que aconteceria se tombasse o copo, certo estou, todos, ou quase, iriam pelo derrame do liquido.
Poucos chegariam à minha realidade.
Trata-se dum copo especial e o liquido não derrama por estar em circuito fechado.
E por aí fora, cada um elaborando as suas verdades com base no conhecimento empírico ou cientifico, sua experiência de vida, verdades convictas mas apenas suas, no máximo semelhantes às dos outros por mera aproximação.
Tenho assim o maior respeito pelas verdades dos outros, por mais hilariantes me pareçam.
Terei de aceitar quando alguém diz ter conversado com homenzinhos verdes ou doutras cores, não podendo de forma alguma aplicar rotulagem de loucura, pois, quem sabe ?

(241) Outros tempos




Water Effect by Crazyprofile.com

Aquela coisa, do palhinhas, trouxe o passado à tona.
Xiii ... e como o cabelo era farto !!!
Parece que estou melhor. Já venho.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

(240) Fora de perigo

Não tivesse o auxilio aqui dos meus sósias e estaria completamente zonzo.
O serviço foi rápido e eficiente e deixaram três palhinhas com garantia de dois anos que considero cobre bem a minha própria validade.
Amanhã ofereço uns cafés.
Isto se aqueles senhores de branco me deixarem sair
porque a mansa loucura ainda perdura
Bem hajam rapazes

(239) Lamentos


Agora tenho o palhinhas a dar-me volta à cabeça !!!
E não é mentira !!!
Estas obras !?!?
Alvissaras a quem conserte.

segunda-feira, 9 de março de 2009

(237) Correcção






Continuo a não gostar muito de mim.
Todavia afirmaram que "quadrado" não sou.
Assim, esforcei-me nesta correcção.
De facto, redondo, sem capachinho e de óculos, suponho estar bastante mais aceitável.
Daí o sorriso amplamente rasgado.
Pelo menos 180 graus.
Este fica.

(236) Reflexões animais





Se tiver um centímetro é uma maravilha, o homem esmera-se, compra um aquário e expõe na sala.
Se tiver dez centímetros é lindo, o homem coloca-o num laguinho no seu jardim.
Se tiver um metro, é um estranho e grande peixe, o homem pesca e come
Se tiver dez metros, é seguramente um monstro, o homem tenta destrui-lo mesmo sem qualquer proveito.
E ainda se diz que tamanho não é argumento !!!
Não é fácil entender a humanidade, seus conceitos e preconceitos.

sábado, 7 de março de 2009

(235) Auto retrato


Quando faço auto retrato em fundo azul,
colho alguns ensinamentos:
Decerto não gosto de mim.
Narcisista não sou.
O capachinho não foi ideia minha,
pois gosto do cabelo branco.
Invertendo a foto pior ficava
Não sou quadrado,
Antes pelo contrário
Porventura um pouco louco e e
e talvez olhando onde não se vê tudo isto se altere.
Apre, estou chateado, não consegui rimar...
donde também concluo: de poeta tenho pouco.
Prometo na próxima tentar... ena rimou

quarta-feira, 4 de março de 2009

(234) Não sei


NÃO SEI

Duas palavras dum significado quiçá nefasto.
Não são ouvidas com frequência pois acarretam humildade.
E, como a humildade parece doença para muita gente, essa prefere especular e normalmente errar.
Pecado maior.

domingo, 1 de março de 2009

(233) Carnen levare





A curiosidade incita-nos a conhecer as origens daquilo cuja compreensão imediata não é fácil. Sabemos hoje mergulhar neste manancial de informação oferecido pela NET e também sabemos haver ali cereal com muito joio.
Li coisas interessantes e acabei por escolher duas pequenas informações, uma delas, com humildade, referindo lacunas, por carecer de fontes fidedignas . Assim linkei Carnaval e wikipedia
Seja sua origem esta ou outra (li algumas hipóteses bem curiosas), não deixa de ser um estranho período de festas.
A minha opinião, valendo o que vale, leva-me a concluir a falta de coerência entre a raiz e a continuidade da pratica do acto, senão diferente no modo, pelo menos na intenção, e é assim que olho o Carnaval d'hoje:
Despojados da mascara todo o ano usada, divertem-se os homens numa história de faz de conta, afinal em muitos casos a verdadeira expressão daquilo que gostariam de ser, ou ter sido, mas que o traçado da vida, ou a sua falta de ousadia não lhes permitiu.
Alicerçam-se no "é Carnaval ninguém leva a mal" e assim dão vazão aos sonhos e fantasias que mal grado a vontade, pululam em cada mente, esquecendo na essência, e pouco interessando à maioria, a razão base da festividade.
Quase como: vou aproveitar estes dias para deixar as grilhetas da condição humana e ser finalmente o animal em natureza.
Claro, o pecado está em que essa prática vem eivada dos defeitos adquiridos enquanto humano, alguns dos quais já não consegue refrear.
Nestes poucos dias extravasam e logo voltam a colocar a mascara para continuar a sua rotineira vida. com esperança ou sem ela.
E depois ?
Bem e depois é como tudo na vida, há os actores e os espectadores.
Digamos que com Carnaval ou não, passamos a vida em cena.
Desta vez a minha cena foi de máquina na mão, clique aqui, clique ali.
Dediquei o trabalho essencialmente às crianças e aqui eram aos milhares enquadradas no tema deste ano, as profissões.
Sem a qualidade que gostaria, ficam algumas fotos da criançada, em alegria e cansaço, ainda encarando o acto, sem filosofias, pela brincadeira aparente, a cumprir por imposição adulta, agradando ou não. Lá virá seu tempo !
As fotos estão em álbum à distancia de um CLIQUE

sábado, 28 de fevereiro de 2009

(232) O raminho




Um monumento prenhe de significado


Homenagem aos soldados da paz


Um dia olhei assim.


Não me cansa.


Ali ... Na Várzea

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

(231) Caminho dos sábios


De citação colhida num belo blog que tive a sorte de visitar
http://multiolhares-poetadaspiramides.blogspot.com/
apreendi três regras para avançar no caminho dos sábios, essa estrada que certamente todos gostaríamos de trilhar.
Não ponho em duvida a pertinência da afirmação, antes reflicto na dificuldade de concretização, evidencia óbvia, pois ao contrário seriamos todos sábios.
São as regras: Domina tuas palavras; Domina teus pensamentos; Não faças dano a ninguém.
As duas primeiras são de concretização pessoal, diferindo apenas no grau da dificuldade da sua execução.
Posso perfeitamente dominar as palavras.
Todavia, o pensamento é outra história, exigindo porventura auto domínio mental, não fácil de atingir.
Não fazer dano a ninguém, não depende apenas da vontade própria e mais do sentimento do outro.
Quantas vezes nossos pequenos actos, praticados na crença da maior inocência, são entendidos como verdadeiras ofensas ?
Prevejo a quase impossibilidade de coexistência e entendimento, se, a cada palavra, a cada gesto, tivermos de medir com rigor os sentimentos dos outros, na sua maioria para nós desconhecidos e até contemporâneos de outras culturas, outros mundos, outros credos.
Para isto conter verdadeira eficácia, por tanta ponderação, cessava a comunicação.
O nosso esforço é limitado pelo conhecimento do outro, suas diferenças e o respeito merecido por ser distinto de nós.
Esse caminho dos sábios está eriçado de espinhos e armadilhas.
Só alguns o atravessam, os eleitos, e por isso conhecemos tão poucos.
Bem hajas, MULTIOLHARES, por permitires a reflexão.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

(230) Geometria






Acreditou-se que o mundo era plano...


Provou-se depois ser mais ou menos esférico
!


Na foto ao lado parece piramidal.


Ah quem me dera voar

para poder acreditar

(229) Grades


Do pouco êxito das minhas tentativas de voar, alguma coisa aprendi.
As nuvens são como os animais, não gostam de grades, ficam iradas.
Daí o cuidado.
Não aprisionem nuvens, evitam as tempestades

(228) Indecisão

Na incerteza do amanhã
Outro daqueles momentos em que o sol não sabe se fica se vai.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

(227) Ciclismo










Estamos no Carnaval, esses festejos que mexem com as gentes cá do sitio e colocam a cidade entre as melhores nesse evento.

Andei por aí com o meu vidro e tenciono editar um pequeno texto, a meu modo, sobre o Carnaval, com algumas dezenas de fotos do corso das escolas e dos cabeçudos.
No entanto, passei ali por esta estátua que, como algumas outras, não me cansa rever.
É só para dizer que a zona também tem os seus heróis e gostam do ciclismo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

(226) Ocasos


Embora o planeta donde vim não fosse tão pequeno quanto o do Principezinho, porventura poderia estar com o por do sol horas a fio, bastando para tal caminhar lentamente em sua direcção.
Por aqui o usufruto desse gozo continuado é apenas permitido numa toma diária, ainda dependente doutros factores a considerar: como o amuo das nuvens ou a maioria das humanas tarefas, sem cor nem brilho, parte integrante da aquisição do supérfluo, absorvendo tempo de vida.
Uso especular, na tentativa de obter proveito do aparente prejuízo, e, para isso, sirvo-me de algumas das nossas fraquezas e fragilidades.
Sem duvida, o prazer retirado a um bom espectáculo está na razão inversa das vezes presenciadas. Mas há um acréscimo desse gozo no sonho intermédio, a ante visão do que vamos ver, e aí usamos essa coisa, misto de deus e diabo, a memória.
Já me aconteceu, na juventude, ter um sonho recorrente de visitar a Torre Eiffel, deliciando-me. Concretizada a visita acho que preferia ter continuado a sonhar.
O por do sol, porém, tem a vantagem das suas mil facetas.
Nunca se assemelha. Não dispenso....

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

(225) A gata


Recados e Imagens - Glitters - Orkut
Em sexta feira 13 não podia ser gato preto-
A gata comeu o pinto
Na natureza, beleza aparente e piedade não andam de braço dado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

(224) Conversas

Gosto de desafios e porventura este não é de fácil concretização.
E http://sercristal.blogspot.com/ passou-me o osso: escrever seis questões sobre nós próprios e endossar a tarefa a outros seis bloguistas.
Faço a tentativa e, se gorada, melhor êxito auguro àqueles a quem endosso o problema e no final indico.
Aí vai:

1) Aprecio o convívio com humanos de interesses comuns, mediana inteligência, aceitem diferenças, argumentem em seu favor com coerência, possuam apurado sentido de humor.
Resultado: sou frequentemente mordido e no meu coração moram poucos.

2) Aprecio o convívio com os animais em geral, exceptuados os que o preconceito e a sobrevivência me fazem evitar. Em regra falo com todos, fico feliz quando me entendem e por vezes correspondem aos meus sinais de amizade.
Resultado: também por vezes sou mordido, mas os humanos mordem mais.

3) Aprecio a natureza em geral, ando por aí e falo com a vida, com as árvores, com as plantas, com o mar, confundindo-me no sussurro das ondas.
Resultado: quase ausência de mordeduras, talvez um espinho ou uma concha me piquem para me lembrar que estou vivo.

4) Aprecio minhas pacificas conversas com a morte. Não é tão negra como a pintam e ainda não me disse porque me vai deixando andar por cá. Talvez também seja uma solitária. Talvez se compadeça da minha mansa loucura. Talvez...
Resultado: estou certo há-de morder um dia e, como me tem poupado (ou castigado), vou esperando paciente.

5) Aprecio conversar com o amor, para tirar algumas duvidas. Após muita conversa fico quase sempre na mesma convicção: no fundo amo o amor.
Resultado: é coisa que não para de mordiscar e por vezes faz doer.

6) E finalmente, quando estou só, e é frequente, e me dá ganas de conversar, vou até um dos diversos espelhos cá de casa. Não espelham o meu exacto perfil mas são interlocutores atentos, pacientes e quase fieis.
Aí desabafo
Resultado: Acabo excessivamente mordido.

Isto foi longo demais, desculpem lá qualquer coisinha.

Agora os meus eleitos:

sábado, 7 de fevereiro de 2009

(223) Confronto










Não sou grande trunfo a escrever. Corto-me aos textos longos, evito exageros de vocabulário e opto por frases curtas.
Reconheço todavia que na postagem 220 pequei por defeito.
Naquelas duas frases sintetizei o meu pensamento sobre o conceito de beleza aparente.
Sempre ouvi dizer que pouco adianta malhar em ferro frio e, como a foto gerou alguma controvérsia, venho malhar enquanto está quente, ou no menos morno.
A partir dum rosto aceite como belo pela generalidade da sociedade humana actual, quebro-lhe as linhas de harmonia, sem retirar os adornos.
Na quase maioria dos comentários recebidos, ou escutados, surge unanimidade: horrível é a palavra.
Não tomo porém o facto como universal, mas tão somente condicionado pela proximidade de hábitos e formas de vida.
O horrível, neste caso, é tão falacioso e dependente como o belo.
Aceitamos o padrão de beleza ou fealdade que nos é inculcado pelo grupo social na nossa longa aprendizagem.
Gosto de criar cenários e dá-me certo gozo imaginar, numa qualquer galáxia, por aí, se todos tivessem o aspecto da dama distorcida, ou fossem sujeitinhos verdes com cabeças triangulares, qual seria o comentário quando observassem a nossa beldade da direita.
Até apostava: horrível !
Por isso não sou tão redutor, aceitava perfeitamente quem me dissesse encontrar beleza na distorcida senhora, sinal evidente da crença na diferença.
E, por estranho que pareça, a aprendizagem leva-nos também a padronizar a outra beleza, a perene, a do espírito, aquela que só o coração vê.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

(222) Sensibilidades


"...Sou assim-assim...sou importante para alguem...sou humilde,sou vaidosa... ...sou fragil, sou coragem... sou doce, sou paixão...sou lágrima cansada, sou noite enluarada... Sou Balança. Vivo cada dia intensamente, como se fosse o ultimo"


Nem peço desculpa à Maysha por publicar o descritivo do seu perfil e ainda linkei o blog. E isto porque às coisas belas não bastam noites enluaradas e ousam também sair à luz dos outros.
Deixo o baraço. Se ela ordenar enforco-me, que é como quem diz: retiro daqui a transcrição. Tenho atenuantes: também estou na balança.
Depois quero agradecer o seu carinho pelo selo prémio que lhe foi entregue pela Ana, me transmite, e acima também aponho.
É o primeiro. O meu blog não merece distinções, é meio louco, meio raiva... e vai do grito ao gemido, sem esquecer a ironia, não a genuína, antes aquela afim do humor. Toco em coisas que ignorar convém.
Esperançado ando que tudo esqueça, quando a loucura for por inteiro.
O prémio cumpre a missão e fui logo, em pequeno voo, ao espelho mágico, onde mirei sem distorções a criatividade e sensibilidade de braço dado. Parabéns também à Ana.

Compartilho a distinção com os amigos:

http://comoze.blogspot.com/

http://caminhoseternos.blogspot.com/

http://bart1914.blogspot.com/

http://andradarte.blogspot.com

http://alcindaleal.blogspot.com/

E agora, Maysha, fico a aguardar sentença.