sábado, 18 de novembro de 2006

(59) DO OUTRO LADO DA LOUCURA

Durante vários anos foi diário o meu contacto com o Júlio de Matos.
Vejo pelos sorrisos que isto não começa bem. Não sejam preconceituosos.
O caso é que vivia ali perto num alto sétimo andar, abrangendo a paisagem daquele belo parque da cidade e, na rua, quase obrigatório era o caminhar junto ao longo gradeamento.
Numa dessas ocasiões, foi a minha atenção activada por um pst-pst
Pelas grades espreitava um rosto, entre curioso e apreensivo, de olho brilhante e ar inteligente, prenhe de cumplicidade.
Ao meu bom dia, correspondeu e perguntou:
"Sabe por acaso quantos são ai dentro ?"
A questão, por dúbia, obrigou-me a alguma reflexão e a responder na verdade, a minha:
"Não sei, talvez muitos"
Segui, de novo acompanhado pela frustração da minha incapacidade de voar

1 comentário:

preconceitos disse...

De cadencia a 16 de Novembro de 2006 às 23:29
Para quê voar ? A passo chegaste bem depressa até aos "muitos"...

De solcar a 17 de Novembro de 2006 às 14:51
Então também já me consideras no lado de lá ?
Eu sabia.
Fechei versussolidão sem saber o resultado da luta.

De cadencia a 17 de Novembro de 2006 às 23:58
Eu não me exclui dos tais "muitos" !

De cadencia a 18 de Novembro de 2006 às 00:05
Parabéns pelo Not yet.
Só estou confusa com os detalhes no topo. Para Not yet pareces bem preparado com antecedencia mais....por outro lado "A Viagem" não necessita de passaporte (és la conhecido mesmo sem identificação), nem de bussola (receias perder o norte ?) e quanto a fotos....esquece!

De preconceitos a 18 de Novembro de 2006 às 14:27
Parece demasiado complicado.
Vou responder-te num texto que já já ali digito.
Aproveita bem os 86400 segundos do dia de hoje.
Jinhos