
Voltou... como se o tempo não se tivesse processado e nem parecia cansado.
Depois, mais sereno e sempre prenhe de ternura, coisa do hábito, poisou a cabeça nas minhas pernas e ali se quedou de olhos brilhantes de candura, como dantes, na esperança do afago que sempre no coração trago.
Continuou, receando recriminações e na ansia de justificar desculpas e desilusões.
Não falei e não resisti ao habitual miminho e com carinho pousei minha mão naquela cabeça louca e assim, com coisa pouca, sem apagar o brilho dos olhos, semicerrou-os, lambeu-se e, convicto da aceitação e do perdão, descansou então da longa jornada para o que bastou aquele gesto de nada.
1 comentário:
:) Claro que ele ia voltar...precisava desse tal gesto***
Brisas mansas para nózes :)*
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