obséquio da NASA

Tenho alguma dificuldade em aceitar o compasso da marcação dos tempos, estipulando-se que hoje é isto, amanhã aquilo, constituindo-se rituais geradores de grandes pressões, ansiedade nas pseudo obrigações, preocupação no vinculo da lembrança e, em grande parte dos casos, considerando o facto uma seca.
Exemplo: Porque havemos de festejar aniversários e não "diários"?
Afinal seria mais coerente, após receber a dádiva, dia a dia, quando acordamos e nos é permitido festejar a rota do sol, fazê-lo em pleno, esquecendo os desaparecidos ontens e os enigmáticos e talvez inexistentes amanhãs, omitindo memórias e vivendo um pouco como os outros animais nossos contemporâneos.
Com todas estas marcações de natais, páscoas, carnavais e quejandos, lá somos nós levados a anexar a essas datas, as nossas alegrias e tristezas coincidentes, coisas afinal diariamente connosco mas nessa altura exacerbadas.
Este é o meu sentir e, para os que comigo concordam e para os outros cujo sentimento difere, a que tem todo o direito, deixo aqui os meus melhores votos de saúde, serenidade, luz e amor, garantindo mais uma vez que os amigos são exactamente como algumas estrelas, posso não os ver mas sei exactamente que estão lá e também no meu coração.