terça-feira, 29 de abril de 2008

(149) CONTROLOS


DADAS CERTAS SITUAÇÕES, PENSAVA EU JÁ NÃO HAVIA CONTROLO.
E, AFINAL, TANTO CONTROLO E TANTOS DESCONTROLADOS
NOSSA !!!
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(148) MAIS PALADINOS

fotocantodocarlos


NO CARNAVAL DESTE ANO
OS LENDÁRIOS HERÓIS DA BANDA DESENHADA APARECERAM QUASE TODOS POR AQUI .

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(147) OUTRO RECANTO

fotocantodocarlos







A velha cidade, ao Domingo, na tranquila ausência do humano.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

(146) DO CÉU

fotocantodocarlos (Varzea-Torres Vedras)

NAVES, APARENTEMENTE NÃO TRIPULADAS,
APROXIMAM-SE DA TERRA.
SÃO BELAS.

FÁCILMENTE NOS DEIXAREMOS CONQUISTAR!
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(145) HISTÓRIA E ARTE

fotocantodocarlos

A HISTÓRIA, A ARTE E O HUMOR
Posted by PicasaE MAIS ROLIÇAS NÃO PODIAM SER

domingo, 27 de abril de 2008

(144) SINOS

fotocantodocarlos

Numa passeata não prevista e para que fui empurrado por mão amiga, tomei nota da fragilidade das nossas memórias e arquivos e também como, por vezes, passamos ao lado de coisas da vida sem lhe prestar homenagem e a merecida atenção.
Desde meninos observamos os sinos e os seus encantamentos. Blão blão
Quantos de nós prestamos atenção aos seus apelos ?
Na verdade aquele blão, blão não é meramente repetitivo.
Serve, e é distinto, na tristeza e na alegria; na dor e no prazer. Chama à oração e avisa do perigo.
Quando tange, connosco fala.
E, sem querer fazer humor, chama à mesa da refeição.
Já era tempo !

sexta-feira, 25 de abril de 2008

(143) INVASORES

fotocantodocarlos (algures no oeste)

Na quebra da calmaria campestre, chegam, apoderam-se da terra e aguardam reforços.
São gigantescos troncos tubulares, cabeça ovóide e disforme, salpicando lampejos de força e poder e possuindo três enormes braços, nela implantados, que agitam a maior ou menor ritmo em atitude agressiva.
Alimentam-se do vento e dejectam energia.
Alguns anciãos, sábios e prevenidos, crêem sejam forças do mal, vindas do espaço, na busca de escravos neste planeta azul.
Outros, mais jovens, sabem tratar-se de criação humana, na tentativa gorada da conquista do conforto que, eles próprios, homens, tornaram desconfortável.
Outros ainda e tristemente a maioria, não sabem, não querem saber e não tem opinião. Limitam-se a destruir as dádivas.
E, no entremeio, aqueles gigantes vão tomando posse da terra até que o homem, no encobrimento da sua perpétua displicência, imagine e crie outra qualquer forma aparentemente menos hostil.
Por mim, sem temor, farei o percurso entre anciãos e jovens, na esperança, porventura vã, que dentre brumas e névoa surja quem em verdade nos liberte das grilhetas da auto-escravatura.

sábado, 19 de abril de 2008

(142) PALAVRAS


Trouxera um balde de palavras coloridas.
Umas belas, outras sofridas.
Lancei-as a esmo entre pinheiros bravos
Floriram papoilas, margaridas e cravos
E dentr'elas, sem cor
A ilusão e a dor
Todas sem sentido

Antes tivesse trazido
Palavras de Sol, Luz e Amor...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

(141) O DEDAL



Recebi há dias curioso e interessante anexo, com explendidas fotos de que não conheço o autor mas reconheço o mérito, permitindo-me abaixo ilustrar este texto com algumas delas.
Da sua observação resulta a evidencia de que o mundo e tudo o que nos rodeia não foi mera oferta divina para nosso uso, como muitos crêem, e, bem ao contrário, mostra a nossa fragilidade e insignificância.
Sem filosofias, trata-se de simples comparações volumétricas entre corpos celestes, permitindo observar que, o nosso planeta azul, superando alguns é ínfimo para outros. ,

Claro não me atrevo a falar do homem e da sua dimensão neste conjunto, tanto mais sabendo que na sua origem está o fecundante espermatozóide, invisivel ao olho nu do humano e, dizem, o pequeno dedal tem capacidade para milhões deles.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

(140) ANGUSTIA

Sensibilidade, conhecimento e vida corrente no mesmo panelão podem produzir angustia quanta baste, sendo certo se o pedaço de vida resultar da cidade e a horas de ponta, na rua ou nos públicos transportes.
Vejamos:
Se o individuo caminha cabisbaixo carece de muita atenção para evitar a pisa de dejectos canideos e sujeita-se a topar alguma moeda quiçá indispensável a quem a perdeu.
Se caminha olhando para cima, não se iluda quando consegue lobrigar um pedaço de azul, riscado a branco. Não é céu, não são poéticas nuvens. Diz o conhecimento não serem mais do que meras circunstancias atmosféricas e suas condensações.
Aqui acresce o problema de estar atento às janelas e ao eventual lixo daí proveniente quando alguma "asseada" dona de casa resolve sacudirsos seus tapetes.
É assim e não me digam que também podemos caminhar olhando para os lados, para frente ou para trás.
Experimentem.
Só resulta se tivermos cuidado de fazer prévia toma de antidepressivo.
Enfim pode ser que o remédio seja (des)apurar um pouco a sensibilidade, muito do conhecimento, fugir da cidade, ir ao descampado e deixar que o instinto siga o seu livre curso na festa da natureza.
E hoje tive sorte, segui o voo duma negra ave, levando no bico amarelo fofuras para o seu ninho.
Cumprimento do instinto, sem mais; ternura na subjectividade do humano.

domingo, 13 de abril de 2008

(139) BARBA E CABELO

fotocantodocarlos

Alguns anos atrás, durante uns dias de veraneio junto ao mar, resolvi poupar-me ao fastio diário de rapar a cara.
Crescimento selvagem, sem aparadelas nem retoques.
Sem queixas da experiência, no regresso às lides, continuei a poupar-me.
E assim tem sido.
Não querendo porventura plagiar o Pai Natal e porque o continuo crescimento a isso era propicio, tentei conciliar o problema, não perdendo a mordomia do menor esforço.
De olho no interesse comum, ofereci então ao homem de quem mais gosto uma cortadora eléctrica e, pelo menos de três em três semanas, aí vou de romaria até sua casa.
Mete o pente adequado, algumas aparadelas, e lá se fica o excesso de pelo e cabelo.
Tem ele melhor profissão, pese embora não lha inveje, e assim fico na duvida se o corte é por gosto, pois de carinho é de certo.
E lá vou aproveitando.
Não pago, não gorgeteio, almoço, mato saudades e fico aviado por mais três semanas, mesmo que no entretanto lá retorne.
Parece justo ? Talvez não.
Não o faço porventura apenas por menor esforço.
Impera talvez o receio de voltar à moda antiga e, rapando o rosto, não encontrar o sujeito que naquela altura escondi.

terça-feira, 1 de abril de 2008

(138) AS VISITAS

Há quem adore visitas, outros nem tanto.
Vou situar-me na segunda hipótese, a menos venham a mim sem intenção da banalidade.
Os que trazem algo na cabeça e não chegam aperaltados, até gosto do bate papo sempre proveitoso.
Isto, claro, para visitas olho no olho.
Aqui é diferente
Quando permiti no blog a visita de todos, fui empurrado a três.
Primeiro, e entre tantos miles de blogs, passaria sem me lerem.
Segundo, se por acaso me visitassem, talvez até criticassem e provocassem alguma emenda nos disparates que passo.
Terceiro, visitassem ou não tanto me faria, este era o meu canto, sempre resguardado e guardado para lembrança futura, se é que isso existe.
Passados estes primeiros anos fiquei no meio, onde mora a virtude.
Visitam pouco.
Alguns curiosos que abrem, vão e não voltam, outros que não conheço abrem e com simpatia comentam, voltando por vezes, e alguns voltam dão o carinho e a ternura da amizade, vendo maravilhas porventura apenas existentes no filtro do seu coração.
Há outros ainda, também amigos, nunca comentando por escrito, fazem uso da critica oral.
O insólito vem do sul, de cidade bem airosa.
Alguém visita, visita e insiste.
Sei até ser a minha visita mais constante.
A essa sim, sou eu que peço um breve comentário, mesmo de maldizer.

sexta-feira, 28 de março de 2008

(137) VERDADE E FICÇÃO

fotocantodocarlos - manta rota
Este blog teve o seu inicio há alguns anos, noutro servidor, com outros nomes. resultado de dois factores, ambos da mesma raiz, curiosidade e aprendizagem duma tecnologia até então mais dominadora que dominada.
Era pois pressuposto acontecesse aquilo que no meu percurso tem sido habitual: experiência, toque e fuga sem entregar armas.
Fui porém enredado, como em algumas outras, poucas, ocasiões e a experiência resultou na continuidade.
Sou disciplinado e daí a rigidez, quer do estilo quer da sistematização e da própria apresentação.
Defeitos de certo modo mutantes em virtudes, facilitadoras do acesso a entradas antigas.
Acusaram-me de mentir nos meus escritos.
Reservei um pouco da minha gasta paciência no exame do problema, não porque tal me incomode, mais por não ser essa a intenção.
Servindo-me da facilitação já mencionada, abri as arcas e, dentre tesouros e quinquilharia, acabei por apreciar a manutenção deste arquivo.
Algumas dessas entradas, embora tesouros pessoais, não deixam de me causar algum embaraço.
Por vezes desconheço o discurso, noutras reconheço entre linhas o sem sentido da vida na sua continua dinâmica, permitindo deixar para trás o que na verdade já não é, e sem a relevância ao momento de então, como descargas eléctricas de actividade perdida neste tempo/espaço sem medida.
Cheguei a conclusões conhecidas.
Nem tudo na vida são verdades e abunda a ficção no parco espaço chamado de percurso de vida.
Nem sempre gostamos de nos centrar no epicentro da acção e a ficção não passará da franja de verdades que nos passam ao lado e evitamos ou raramente temos coragem de agarrar, preferindo as simulações que nos isentam dos precipícios a que a prática pessoal com frequência conduz.
E assim vai navegando o meu intimo, evitando despir-se de todo pelo uso do ténue véu das minhas próprias verdades e ficções.
E aqui sim, na esperança do engano a mim próprio, coloco a verdade na ficção e faço trocas no enredo.
Não é mentira, diria esperança...
Esperança de mudança !

terça-feira, 25 de março de 2008

(136) SONS

fotocantodocarlos
....
DOIS SONS RICOS
...
DE OURO E PRATA

(135) PRIMAVERA

fotocantodocarlos
INTENÇÃO NA MISTURA
HARMONIA, COR, RITMO
SUBLIME SENTIDO DA NATUREZA
GARANTE DO RENOVO

(134) FANTASIAS








LOUCURAS NA VARZEA
AR
AGUA
TERRA
E ALGUM FOGO
fotoscantodocarlos

(133) DE FRENTE E DE COSTAS


POR MIM, CONFESSO, NÃO ACHO GRANDE DIFERENÇA, NEM TÃO POUCO GRAÇA
E, MENOS AINDA,
ASO PARA PETULÂNCIA.
...

PODE SER QUE O VALOR ESTEJA NO QUE ESCONDEM NA CABEÇA ?! PODE SER...
fotocantodocarlos

(132) CONTRASTES

fotocantodocarlos
O ESPAÇO E O TEMPO A SEPARAR DUAS REALIDADES

quinta-feira, 20 de março de 2008

(131) OS BONS E OS MAUS








...
Sei quão subjectivo é o conceito e difícil de definir.
Genericamente os maus são os "papões" e os bons os que "se portam bem", ideia transmitida às criancinhas, resultando na contenção da exuberancia do momento.
Será contudo um mau serviço prestado ao devir, verificando-se o logro quando adultos.
O mal e o bem serão duas acções interdependentes.
Existem um pelo outro e são servidos numa balança de pratos em que o fiel está aferido no espaço e nas suas dimensões e no ajustamento feito pelos homens segundo a época em que respiram.
Eliminando uma dessas figuras, por escolha o mal, seja ele qual seja, os homens não conheceriam de todo o bem pela ausência do seu oposto e de "bem" seria a sua prática diária e continuada, pura e límpida, mundo de amor e luz.
Quando penso nisto idealizo uma larga mesa onde se sentassem dez homens famintos e, perante um deles, fosse colocado um grande e olorento pão, acabado de sair do forno.
Que lindo seria se esse homem, superando a fome, empurrasse o pão ao lado e dissesse: -Tu primeiro !
E se o pão desse a volta e a ele regressasse intacto ?
Aqui já mora a utopia.
Torna-se difícil encontrar dez homens bons.
E dificílimo reuni-los a uma só mesa.

sábado, 15 de março de 2008

(130) OUTRO RECANTO






Parece pintura. Não é !


Está ali, ao virar da esquina.
Apanha o olhar perdido ....
E cativa viajantes





fotocantodocarlos

(129) O MAL MENOR

fotocantodocarlos
Sempre me confundiu o falacioso argumento daquele amigo que, a desabafo duma nossa desgraça, se vale da tradicional palmada nas costas, à laia de conforto afectivo, exclamando
- Deixa lá, podia ser pior !
Mas claro que podia, novidade não é e todos o sabemos.
Até mesmo no capitulo final, diferentes tipos de morte podem ocorrer, mais elaborados uns, outros não tanto, conduzindo porventura ao mesmo desenlace.
Vem o tema à pena, ao lembrar história há muito ouvida sobre a forma desenvolta, airosa e até prazenteira, de mascarar uma má noticia, como se de boa se tratasse.
E ai vai ! A um quartel e ao oficial de dia chegou ordem de comunicar ao praça 31 o falecimento do pai.
Sendo chata a má nova e embaraçosa também, logo o homem, valendo-se da hierarquia, pensou no seu descarte e, chamando o sargento, endossou o sarilho.
Assim e de posto em posto foi o comando rolando até cair no 41, tido pelo chalado da companhia.
E, raso como era, não cabiam mais endossos. À façanha se lançou, procurando o 31 a quem disse:
- Eh pá, senta-te, tenho chatas noticias para ti.
Houve um acidente na tua terra e morreu toda a tua família e também a namorada.
Foi pronto e largo o pranto, sob o olhar matreiro do astuto mensageiro que, passados alguns minutos, abrindo largo sorriso, continuou:
- Meu sacana. És um gajo cheio de sorte, só morreu o teu pai.
Logo surgiu alegria no rosto do 31.
Risonho e já refeito, respondeu: Obrigado, obrigado !

Maliciosa, a graça contida, não pode ficar por aqui.
E fiquei a matutar. Afinal porque choramos ?
Mais por pena de nós do que pelo sofrimento alheio ?

(128) VIOLÊNCIA

Um murro num prédio, enfim, mas força e capacidade para virar a cabeça a uma mulher !?


Mesmo tratando-se de Olivia
(e palito), é obra.


Sorte a do malandro não andar por ali o Popeye e a sua lata de espinafres.
fotocantodocarlos

segunda-feira, 3 de março de 2008

(127) PALADINOS





Em dias "conturbados" e com o
Lucky distraído, ainda bem que
havia por aí outros personagens.




fotocantodocarlos

(126) JOGOS DE CAMA

Foto feita na expectativa duma brincadeira.
Conheço um sujeito fanfarrão, cujo libido voa alto, contador de grandes aventuras centradas no seu declarado desempenho.
A gabarolice nunca assenta bem e é, mor das vezes, efeito de voos simplesmente planados por evidente falta de combustível.
Mas bem, sem lhe mostrar a foto e após uma das suas fantásticas narrações, aproveitando o contexto, mansamente lhe fui dizendo terem-me dado à dica um sitio onde os jogos de cama eram variados, pareciam satisfazer em pleno e a despesa de somenos.
A seu pedido, dei-lhe o endereço e preparei-me ao desfecho.
Voltou mais tarde, não fulo, antes risonho e ainda bem. O riso é o sal da cozinha da vida e ganha sempre quem sabe rir das suas próprias fraquezas e esse mérito lho concedo.
Episódio passado, restou-me duvida na atribuição da culpa do logro.
Ao seu libido em alta, conluiado às vielas tortuosas do seu cérebro, ou à publicidade pouco cuidada, a esquecer essas outras vielas do nosso idioma ?
Nhã, pensando melhor, a culpa principal cabe à pitada de malícia que botei no produto e ainda me atrevo a tratar o idioma deste modo ligeiro e leviano.
Sem remédio... alguém terá de me perdoar !

(125) OUTRO ADEUS

fotocantodocarlos
INFERNO OU PARAÍSO ?

(124) "CRIMINALIDADE"









fotocantodocarlos
Os Dalton voltam a atacar.
Desta vez a caixa multibanco.
O aríete é a cabeça do mano "mais inteligente".
Safaram-se...
O Lucky andava por ali, mas distraído com o seu charro.

sábado, 1 de março de 2008

(123) A DITADORA

Vive comigo. Sempre viveu.
Propunha-me aqui traçar o seu perfil, sem hierarquias, nem extremar defeitos ou virtudes.
Sem a sua presença temo porventura não levar a missão a bom porto, prova evidente da minha absoluta dependência.
Possessiva, impulsiva e também sonhadora.
No seu devaneio, usa trair.
Pequenas traições, logo por mim perdoadas.
Rebusca sem pejo o meu sótão, abrindo velhos baús e libertando fantasmas, virtuais que sejam, sendo capaz de me volver o passado, no seu cortejo de felicidades e pesares e tentar que o viva no presente ou impondo as suas influencias no futuro.
Presente e omnipotente assim me submete, de conluio com amigas da sua inteira confiança, primazia dada a uma de estranha alcunha, Consciência, sua ajudante por inteiro na quebra do meu sossego.
Ganas me dão, por vezes, de a repelir, deixar, esquecer e fugir, convicto de encontrar o vazio e aí uma réstia de sombra, talvez a felicidade do nada.
Muitos há que o fazem, endossando o sofrimento aos que os amam e rodeiam.
Mas não, não quero dela prescindir.
Ela é também a luz que me dá alento no percurso, propõe desafios e enredos, mostra-me o lado lúdico da vida e o seu gracioso sem sentido.
Fá-lo de sorriso matreiro, conhecendo o meu empenho e gosto.
Agora está a cutocar-me e tem razão, afinal ainda não a apresentei.
Aí vai; é para mim um privilégio apresentar a minha excelente e querida Memória e, pese embora este meu desabafo, tenho de dar graças por aturar este seu mau feitio.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

(122) PRONTA A SERVIR

fotocantodocarlos
NO SEU ENQUADRAMENTO, ATENTA E VIGILANTE

(121) A GRAÇA DA GRAÇA

fotocantodocarlos
ALTANEIRO, ENTRE AZUL E VERDE

(120) RECANTOS

fotocantodocarlos



POR AQUI
POR ALI
OLHANDO O AZUL

(119) A POMBA

fotocantodocarlos
HOMENAGEM AOS DA PAZ

(118) A PEDALAR

fotodecantodocarlos

ASES COM ASAS NOS CEUS DESTA TERRA

(117) FIM DE DIA

fotocantodocarlos
MAIS UM DE FIM DIA SEM GARANTIA DOUTRO
Assisti a um belo improviso dum autarca no esclarecimento das actividades em prole dos idosos da zona.
Desconhecia parte delas, sendo evidente o mérito das mesmas que, como foi dito e bem, acrescem anos à vida, pelo animo e inclusão de quem, em paz e naturalmente, vai entregando os pontos.
Esse mesmo esforço vem sendo exercido pelo avanço nas tecnologias da saúde, notoriamente levando a esperança de vida mais além, tendo apenas o somenos de, por vezes, se limitar a acrescer anos à morte...

(116) DOR E SAUDADE

fotocantodocarlos

SAUDADE

DOS QUE CAIRAM

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

(115) METAMORFOSES II

fotocantodocarlos
MAIS APARENCIA, MENOS ESSENCIA

(114) METAMORFOSES

fotocantodocarlos
LARGO FOSSO SEPARA A APARÊNCIA DA ESSÊNCIA

(113) CARICIAS

fotocantodocarlos
NÃO TARDA CAI A LUZ DO DIA
E ANTES DE PARTIR
DEIXA-SE ENLAÇAR NA RAMARIA


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

(112) VERDADEIRA POBREZA

Já antes aqui gabei a captação de vivências nos públicos transportes, compensadoras, por vezes, do maralhal de corpos e vozearia, próprios de grande mercado.

Desta vez sobressaia discurso por certo bebido em cruzadas politicas, contra patrões e governos, geradores de desemprego e a receita, milagrosa, debeladora da crise, ali era sugerida.

Porque, não havia direito, a filha, há seis meses empregada ainda não era afectiva.
De repente fiquei só.

Completamente só não diria, ficou comigo uma sombra de tristeza.
Tive por força de procurar a luz !

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

(111) AMIZADE


O melhor amigo do homem.
Talvez não. Eu tenho outros. talvez poucos, muito poucos, pouquíssimos...
Mesmo sem mo dizerem sei que me amam e muito, muitisssimo...
Nessa área não tenho dúvida da minha riqueza.
Quanto a este melhor amigo do homem, a natureza não lhe concedeu hipótese de apresentar queixa da estranha forma com que alguns homens lhe retribuem essa amizade.
Uns ficam atónitos, outros mordem.


Aí até parecem humanos !

sábado, 19 de janeiro de 2008

(110) A PELE








Esta larga a pele, por inteiro, tranquila.
Estávamos ao balcão, bebendo café.
Alguém se prontificou a pagar a dolorosa e, brincalhão, achou caro.
De pronto e com energia, a dona do boteco apresentou argumento relevante.
Pediu então ele licença para passar ao outro lado. Concedida e lá chegado, arregalou os olhos de espanto, exclamando: Olha, afinal é barato !
É isto !
Para aceitar e compreender o outro, temos por força de tomar o seu lugar, observar suas teorias e expectativas, indo fundo para descobrir as causas de tais efeitos, vestir-lhe a pele, digo eu.
A tarefa não é facilitada.
Há que superar a nossa inércia, o preconceito, a forma de estar na vida.
Se a pele a envergar for ligeiramente apertada ou justa, carecerá apenas de alguns pequenos ajustes por tão semelhante à nossa.
A dificuldade crescerá com o excesso de aperto ou largura, até ao momento em que por demasia não nos podemos enfiar nela ou nos escorrega pelos ombros.
Aqui, pela extensão dos efeitos, até serão incompreensíveis as causas e teremos de aceitar quão forte terá sido a pancada.
Resta-nos então a compaixão por essas quedas ao fundo do poço e o estender de mão na esperança da não exclusão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

(109) A SUSPENSÃO

Do comentário anónimo ao texto anterior, ressalta a subjectividade do belo na exposição do horrível.
Foi essa a minha intenção ao colocar ali aquela garra de cinco dedos, descarnados e torcidos pela natureza.
Horrível, contudo bela no seu horror.
A foto de hoje, semelhando uma pequena briga de nuvens ao cair da noite, não deixa de ser bela e pacifica e perdoarão qualquer coisinha mas o tema é a felicidade, esse estado de que todos falam, poucos definem e muitos anseiam.
Também não me meto nos tortuosos caminhos da definição, prefiro senti-la como estado de espírito, quando algo me pacifica e dá prazer, seja ele físico, místico, intelectual, abstracto até.
Aí estou de bem comigo, sem barreiras, sem fronteiras, e mal grado saiba da efémera presença, como lampejo, há sempre uma réstia de desejo de poder.
Poder suspender a vida e ali ficar pairando, usufruindo do bembom.
O bom senso diz-me porém que o erro seria crasso.
Por um lado não seria justo (qualidade de quase todos os poderes supremos); outros seres estariam de certo em sofrimento e teriam a sua dor prolongada e, por outro, o prazer continuado, sem limites, perde as suas qualidades de excepção, é banal.
Cabe-me assim não sonhar, receber a dádiva quando surge, fugaz que seja e, quando volto à encruzilhada, sorrir porque tive.

domingo, 13 de janeiro de 2008

(108) OS APLAUSOS E A MÃO



Se queres aplausos, diz o que gostam de ouvir.

Todavia, se mudarem de opinião e mantiveres a tua ambição, inverte desde logo o teu discurso.
Seguirás aplaudido mas terás de te cuidar.
As mãos podem volver em garras. Cinco dedos bem afiados e não só.
Na aparente bonança da tua consciência, breve sentirás a tempestuosa mudança.