
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
(219) Comparações

domingo, 25 de janeiro de 2009
(218) Gotas

sábado, 17 de janeiro de 2009
(217) Umbigos
Usa dizer-se dos petulantes e egocentristas estarem convencidos que o mundo gravita à volta do seu umbigo.
Trata-se duma peça anatómica, em minha opinião algo inestética.
Uma prega na pele, proveniente da cicatrização dum nó de tripa, por vezes de execução descuidada, outras não tanto.
Como disse, esteticamente nada me conta e de erótico, aspas, aspas, existindo outras zonas da pele bem mais erógenas.
Por tal me boqueabro quando vejo a peça em mostra publica, obediente às modas em curso, quer esteja quente ou faça frio e, com frequência, adornada de piercings ou outras peças de adereço.
Seria a mostra o somenos, não fora o convencimento metafórico daquela gravitação.
Esta coisa é mais gravosa.
Tentei explicação lógica e não encontro, pese embora aquele canal, ora encerrado, ter sido em tempos o único garante da boa vida gestativa, o argumento não valida a adoração fanática de tantos como se de centro do mundo se tratasse.
Por mim, se me restar algum espaço, pouco se me importa em qual umbigo gravita o mundo.
Que tenham bom proveito !
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
(216) Respeito pelo outro



Enviaram-me um mail e uma das fotos acima, acrescido do texto que na integra transcrevo:
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
(215) Lágrimas de crododilo

Quando um humano hipocritamente chora, usa dizer-se que são lágrimas de crocodilo.
Por obséquio da Wikipédia aqui fica a foto do simpático animal e a explicação (mitológica e cientifica) para as lágrimas.
Cada vez gosto mais dos animais.
Desde a antiguidade clássica, difundiu-se o mito de que os crocodilos emitem um som semelhante a um soluço quando atraem as pessoas até sua caverna e, depois de devoradas, deixam cair amargas lágrimas, talvez de compaixão pelo triste destino de suas vítimas. Esta é a origem da expressão "derramar lágrimas de crocodilo", usada para referir-se a quem chora para fingir um sentimento que não é verdadeiro.
A expressão popular derramar lágrimas de crocodilo, usada para dizer que alguém chora sem razão ou por fingimento, surgiu de um fato real que acontece com os crocodilos. Quando o animal come uma presa, ele a engole sem mastigar. Para isso, abre a mandíbula de tal forma que ela comprime a glândula lacrimal, localizada na base da órbita, o que faz com que os répteis lacrimejem.
domingo, 11 de janeiro de 2009
(214) Afectos
Duma forma genérica, gosto de todos os animais e quando elimino alguns tenho de ter em minha consciência razão para tal, em pura obediência às leis naturais.
E depois tenho amigos que lhes dão o seu afecto e com eles convivem.
Bom exemplo é o Putchi, já entradote, pese o jovial porte, com quem por vezes tento trocar opiniões e me dispensa algum carinho.
Com desgosto para eles a piriquita, por limite de idade, foi chamada recentemente às grandes pradarias e para que o companheiro não definhasse, do que dava mostras, logo substituíram a velha senhora por uma colorida jovem e com ela um pequeno espelho colocado na gaiola.
O velho macho aceitou deliciado a jovem presença e ambos manifestam conduta, a nível humano tida por afecto, ternura, quiçá amor na evidente prova de desprezo ao tempo e respectivo bilhete de identidade.
O mais curioso porém é o encantamento do espelho, pois o colorido casal, passa o seu ternurento convívio junto ao mesmo e dali não arreda asa.
Por especulação humana queremos justificar o facto, insólito ou talvez natural, emprestando-lhe emoções do nosso foro.
Serão aquelas aves sociais e o espelho forma gratuita de, duplicando a imagem, criar a ilusão do bando e de convívio, compondo, à falta da floresta, uma parcela do cenário primitivo. Ou conhecerão a história do espelho mágico e estarão a questiona-lo se no mundo há outros que se amem tanto ?
Com esta conversa de treta e a compará-los aos humanos, aqui afirmo, para que conste, não querer de forma alguma ofender os piriquitos.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
(213) Cores da verdade

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
(212) Inventos
Nada acontece por acaso e, embora te pareça o contrário, ate mesmo o mal permanece ao serviço do bem.

Estou crente e resistente, esperançado em criar algo novo, invento em fase experimental e do qual já retirei algum beneficio.
Carece de aperfeiçoamento e destina-se a aproveitar algum bem contido no mal, permitindo a tranquilidade de espírito, mesmo quando os mares são tempestuosos.
Não receando imitações, vou levantar um pouco o véu.
Trata-se dum pequeno chip.
Dessas minúsculas coisas, pequeninas, pequeninas mas obrando maravilhas.
Esta coisa, a ser à nossa dimensão, seria enorme e ovóide, com três
pequenos orifícios, um de in e dois de out.
Pelo in enfiam-se os chatos problemas do dia a dia ou de resolução complicada, os que eventualmente nos podem tirar o sono, colocando-os no interior da coisa no seu misterioso movimento e nem sequer há necessidade de carregar num botão.
Por regra, os ditos problemas, após complicadas evoluções intestinas e respectivo tratamento, emergem por um dos out com muito melhor aspecto, mais límpido, e, pasmem, por vezes, transformando em beneficio o prejuízo inicialmente aparente.
Ah, o outro out é uma espécie de cloaca, por onde sairão os produtos tóxicos causadores dos problemas, sendo vivamente aconselhável lançá-los ao esgoto por falta de aplicação prática.
Vai resultar e vou patentear. Ali aqueles senhores vestidos de branco estão a sorrir, desdenhando, mas vão comprar.