segunda-feira, 18 de setembro de 2006

(33) SINAIS DOS TEMPOS

Dizem que o filósofo disse:
Penso, logo existo.
Eram outros os tempos. O tempo, generoso, concedia tempo no tempo e o homem era porventura menos ambicioso.
Pesem embora as vicissitudes de que todas as épocas são prenhes, o homem permitia-se parar, rodear o erudito e escutar o seu dito ou, mesmo que de silencio se tratasse, meditar, atapetando o caminho da reflexão.
No tempo de hoje, e em abono de suposto conforto, o sistema agilmente se perverteu e no primado da busca do supérfluo, o essencial é secundário.
Tu tens ? Eu também tenho de ter... não importa o que seja.
Os próprios eruditos, creio que existam alguns, enviesam e aproveitam-se da credulidade dos seguidores na peugada do mesmo objectivo.
Assim nestes tempos de verdadeira dúvida na busca, de insegurança pessoal, haveria
necessidade de converter o dito
Viesse o filósofo a este tempo e decerto aconselharia::
Penso logo hesito.
E aos verdadeiros pessimistas:
Penso logo desisto.

1 comentário:

preconceitos disse...

De maria anónima a 18 de Setembro de 2006 às 15:05
A ver se desta vez consigo enviar o post.
Para dizer mais uma vez que estas prosas (Prosa? poesia?) deviam ser publicadas. Por que não num jornal?
Se calhar às vezes são demasiado profundas para alguns, mas outros - ccomo eu - gostarão... E quanto à correcção da escrita ninguém pode reclamar, por isso mais do que meio caminho já está andado.
Pelos vistos assunto não falta! E imaginação também não, por isso podem não ser romances, mas davam uma excelente coluna semanal, para as quais os cronistas habituais frequentemente não têm tema.
Pensa nisso a sério! Lança o barro à parede, pode ser que pegue...
Boas reflexões e força na caneta (na tecla...)!

De Di a 20 de Setembro de 2006 às 10:40
Acho que o desafio do filósofo nestes tempos de insegurança é mesmo o fazer o caminho até ao "Penso logo existo", porque realmente é esse o objectivo.
Que tal : Logo que "desisto" do meu "hesito" aproximo-me mais um passo de... penso lodo existo ?
Concordo com a Maria Anónima, que espera para publicar ?

De preconceitos a 21 de Setembro de 2006 às 09:58
Só havia uma a entrar comigo com essa de publicar. Agora são duas.
Vá. Digam a verdade. Não tenho cuidado a escrever, não pontuo, tenho o coração à tona, digo disparates, tenho uma cinica visão da vida. Eu sei. Vou tendo força para superar.
Fico grato pela vossa ternura e vou continuando a "disparatar", acreditem, dá-me gozo e liberdade.

De polosul a 22 de Setembro de 2006 às 00:58
E estamos à tua espera...

De Maricel a 17 de Outubro de 2006 às 02:02
Li os comentários
Escrever poesia em prosa, é para muito poucos, faz-me lembrar "Mia Couto", há que guardar estes "pensamentos soltos".
- Quem sabe um dia... -
A frase "Felizes os Ignorantes", parece-me ser verdadeira.
Analisando, a pessoa simples da aldeia, ela não Ignorante, não, é Sábia, vive a beleza das pequenas coisas que a rodeia, vive em paz consigo próprio e com o MUNDO, aprecia tudo o que vai conquistando, conclusão "É FELIZ", - temos muito a aprender.
Eu na anciado do conhecimento, só sei, que cada vez, menos sei.
Será isto - FILOSOFIA?