quinta-feira, 30 de agosto de 2007

(87) A PARCA


Dizem os na matéria entendidos que a Parca quando ceifa, como gratificação e antes da passagem na porta grande e última, a do sem regresso, projecta em versão acelerada a fita da nossa vida.
Não crendo, e também não sendo dono da verdade, dou à duvida o beneficio e vou cismando que de pouco me serviria rever o filme da minha vida.

Os erros, muitos decerto, voltariam a ser cometidos, se a ocasião me fosse dada e deles consciência não tivesse.

As alegrias rejeito, evitando dessa forma rever os sofrimentos.

Alegrias e sofrimentos que a cruel e generosa natureza, a seu tempo, cuidará de fazer esquecer ou então ir adoçando.

Não !

E até porque de cinema ando arredio, cuidarei de, subrepticiamente, tentar enganar a ceifeira, embarcando logo logo na definitiva soneca, com dispensa do espectáculo.

Com tantos afazeres dispersos, talvez ela não dê conta.

2 comentários:

butterfly disse...

Não sei o que acontece. Talvez venha de mansinho e tão docemente que permita rever todos os belos momentos que vivi.
um abraço

ana ilda disse...

Não me importo que chegue o momento porque não receio rever esta e outras vidas .

Quem sabe quantos de nós nos cruzámos e fomos mt felizes?

jinhos

ana