domingo, 19 de fevereiro de 2006

(3) OS ESPELHOS

Sem alma e frios, fiéis e constantes, se não côncavos ou convexos. singularmente diferentes dos humanos.
Estes, por vezes, quando nos cruzam, e num arremedo benévolo de iludir o óbvio, pensam (estás mesmo em baixo) e traduzem (que óptimo, o que andas a tomar ?).
Os espelhos não !... não nos iludem as expectativas, directos e concisos, são bons companheiros e, ocasionalmente, arrastam-me ao monologo.
Ultimamente matuto num insólito senão.
Quando os fito, e pese embora sinta em mim o menino que porventura fui, não o descortino na imagem devolvida.
Será que não cheguei a ser menino ?

1 comentário:

preconceitos disse...

De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2006 às 14:29
Olá. Os espelhos mostram-nos o que somos e o que fomos, olhando para o seu infinito, vemos muita coisa que faz e fez parte da nossa vida... Refletimos neles a nossa alma, vemo-nos interiormente!... Até breve yohanan