segunda-feira, 31 de maio de 2010

(265) Peugas


A capacidade de observação de alguns seres, deixa-me aturdido e em queda na perplexidade.
Em regra fixam coisas que nada acrescentam ou tornam proveitoso o seu dia a dia, sobre carregando a memória e até talvez sacando-lhe capacidade para outras relevâncias ou ainda, beneficio de duvida, serão tão loucos quanto eu... ou mais.
Um dia destes, por acaso daqueles em que a agenda me apertava, fazendo prever horas penosas de espera em portas fechadas ou só entreabertas, logrei engenhosamente ludibriar esse facto, urdindo distracção deliciosa.
Calcei um sapato de cada cor, assim como a peúga, e saí à rua enfrentando a lide já prevista, todavia de olho nas eventuais reacções àquela quebra de pseudo normalidade de quem com isso nada tinha.
Minorou as tarefas, resultando em pleno e ainda descobri existirem pessoas que pensam haver peúgas direitas e esquerdas.


Foi útil, porventura não inovador, pois também já havia caido numa esparrela semelhante, observando um tipo a simular que falava ao telemovel, quase gritando, e este era, nem mais nem menos que uma simples esferográfica e ainda por cima sem marca.


Santa paciência... e o louco sou eu, sem dúvida.

1 comentário:

Alguém disse...

Olá outra vez avô.
Eu um dia também me esqueci do promenor dos sapatos... Mas sai à rua de pantufas.
Até que foi engraçado, se ninguém me relembrasse deste episódio passava mais algum tempo e eu esquecia-me. Por isso obrigada.
A Tita (a crescer para ficar TITA)