Anunciam na Ribeira tardes dançantes, lembrando as velhas academias de décadas atrás. terça-feira, 9 de setembro de 2008
(179) O tango
Anunciam na Ribeira tardes dançantes, lembrando as velhas academias de décadas atrás. domingo, 7 de setembro de 2008
(177) Saia/calça
Tinha esperança, enquanto por cá ando, assistir à reconciliação do preconceito e da verdade.sexta-feira, 29 de agosto de 2008
(176) Segredos
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
(175) Soporíferos
Creio se me desse a fazer um pequeno inquérito sobre o melhor soporífero numa população de humanos medianamente cultos, seja lá isso o que for, a maioria esmagadora apontaria o seu dedo ao pequeno ecran que deixámos um dia entrar em nossa vida e veio para ficar. 
(174) Felicidade
Quem já caiu na asneira de perder tempo a ler as minhas maluqueiras, deve ter verificado que mui raro passo a conversa ou o pensamento dos outros."Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
(173) Ofensas
Obteria também outras colunas de reduzida dimensão. Dizem ser só choradinho, não sabem onde quero chegar, é só desanimo sem fé, e por ai fora...
Também foi notada ofensa por omissão, para meu espanto e sem qualquer remissão.
De meu feitio não é ofender seja quem for, nem sequer inimigos, que sem saber os posso ter.
Para mim sinto e faz sentido a leitura do que escrevo, sendo o facto confirmado quando por vezes passeio nos escritos do passado.
Não sendo estilo ou forma o meu objectivo, a pretensão se reduz ao relato dos olhares e sentires na vida de cada dia, tentando nisso evitar a mascara ou traje de fantasia.
Nem o espelho me deprime, esse falso verdadeiro, na certeza de não devolver minha imagem por inteiro.
Mas bem, não querendo ofender alguém, despeço-me até pro ano.
Aí ficam as flores.
(172) Fardos
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
(171) Imortais

Quando o olho humano observa a função da criativa natureza, depara com algo despótico, incongruente e redutor: a aparência do sem sentido da destruição do ciclo vibrante de vida e seu incessante renovo, qual artista jamais satisfeito com a sua obra.
Posso entender, não sendo fácil nem liquido, o sacrifício do individual ao colectivo.
A espécie detém o privilégio, o individuo a insignificância, reservado que está o seu papel em cena à garantia da continuidade, papel relevante porém independente da sua vontade.
O sistema, aliás perfeito no intento, evita a extinção, e, no temor das falhas, concede milhões de hipóteses fecundantes, na certeza de garantir o resultado, subsistindo os mais resistentes e porventura alguns mais astutos.
Muitos admitem a mortalidade e retorno, caindo no logro de tomar a dádiva da mente por favor divino e vão sofrendo na inevitabilidade da perca, frequentemente desprezando o real uso do tempo concedido.
De certa maneira sinto-me um resignado imortal.
Pela transmissão genética estarei presente pelos tempos dos tempos, noutros corpos, noutras mentes, noutras dimensões e necessariamente com diferentes sentires e olhares.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
(170) Hoje! ... e depois
Em tempos, alguém, por afinidade a mim chegada, falando de encontros "de amor" (notem-se as aspas e que se lhes dê a importância que tenham) deixou-me o sino na orelha.quinta-feira, 31 de julho de 2008
(169) Exterminadores

terça-feira, 29 de julho de 2008
(168) Crenças
quinta-feira, 24 de julho de 2008
(167) Outros seres
fotocantodocarlos
Outros seres do mundo do silêncio
Lá tive de passar mais vinte e quatro horas na grande balburdia, por sorte, sete delas a dormir.
Tento perceber este meu desapego à grande urbe onde nasci e em desilusão vivi a idade das ilusões.
A meu favor, dois argumentos lhe juntei hoje: a óbvia integração numa população deveras envelhecida e a falta de identificação ao lidar com o facto.
Dito doutro modo: "sendo os jovens belos uma criação da natureza; os idosos belos criam-se a si mesmo". A minha dificuldade mora em constatar, entre tantos, quão poucos são.
Nos transportes públicos, a algazarra e a falta de respeito ao outro, fizeram-me invejar esse maravilhoso mundo do silêncio, habitado por seres belos, insinuantes, distintos, porventura também devorando-se entre si, em silêncio porém.
(166) Quem és ???
Plim-plim Sinal de mensagem.Não conheço o número nem me interessa conhecer.
Mensagem anónima, pois, questionando: quem és ???
Normalmente apago e esqueço. Não foi o caso.
A duvida e incerteza é de constância avivada.
O próprio perfil do blog nos impinge o quem sou, questão que tentamos iludir, capeando-a de ses e talvez, no fundo a esconder a tremenda ignorância.
Respondendo, diria "nada", para não plagiar o outro que apontou e disse "ninguém".
Ou talvez, quem sabe, seja uma mal arrumada pitada de poeira cósmica que o vento em breve espalhará.
Continuarei na penumbra, mas valeu esta mensagem!!!
Bem haja.
sábado, 19 de julho de 2008
(165) Seres pensantes

A viagem d'hoje, sobremaneira me agradou.
Nem sei a razão. Talvez por ter ido ontem e ansiasse o retorno.
Começo a temer o dia em que, ao lá chegar, não tenha jeito de ficar e regresse no mesmo expresso, deixando por cumprir as obrigações absurdas duma vida finita.
No percurso, olhando os campos prenhes do esforçado e humilde labor do homem, permito-me duvidar da sanidade do chefe de orquestra da natureza.
Porventura, a criação do dito humano não seria problema se os limites fossem semelhantes aos concedidos a outros e tão maravilhosos seres que por aí habitam e com alguns dos quais até uso e abuso privar.
Quis todavia ensaiar o insólito e concedeu a esta criatura a faculdade de pensar.
E daqui não mais teve mão na harmonia.
Nem batuta obedecida.
Logo se apercebeu.
Uns aproveitaram em demasia, outros não tanto e houve até alguns que, sabiamente talvez, rejeitaram o beneficio.
Esses, não pensadores, integraram a escola geral, o instinto lhes basta, continuando a tocar o seu instrumento e, sem opinião, pouco entravam o processo harmónico.
Os pensadores medianos, demasiado contestatários, arrogantes, dizem se pensam logo existem e daí causam perturbação quanta baste nos acordes, tocando cada um a seu belo prazer.
Os demasiado pensadores, necessariamente pessimistas, logo desistem, tornando-se prejudiciais ao conjunto, pela falta de entrada a seus tempos.
A balburdia é agravada pelo facto de não ser linear o preceito.
Entre existentes e desistentes, como em tudo, são extensas as zonas cinza, nem branco nem negro, acolhendo os pensadores menos convictos da sua opção.
O grande maestro, incapaz de regredir nos seus favores, estará de todo arrependido e receoso duma eventual paralisação da sua antes bela sinfonia.
Para quando ? Resta saber!!!
Tudo me foi contado pelas arvores enquanto ondulavam, acenando o seu adeus à passagem do autocarro.
Aqui fica o relato, convicto de não estar a cometer indiscrição.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
(164) Recados
Não lamentes. É o primeiro passo na descrença.
E a verdade sempre nos confunde.
Eu sei.
Aprendi noutras lutas, noutras batalhas, noutras derrotas
Perdendo o medo e com ele a esperança.
Deixei de ler. Deixei de chorar.
Contentam-me os despojos da memória, essa implacável amiga.
Há muito não te dou um abraço. Fica bem; na luz.
terça-feira, 15 de julho de 2008
(163) LÁ DO FUNDO
Para não se perderem entre os outros, passaram esses textos a ser lincados à esquerda do blog na rubrica "Pescando no passado" e ali podem mais facilmente ser visitados.
Este texto não foi eliminado para manter os comentários.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
(161) Amores imperfeitos
Gosto deste tipo e sinto o seu fado, talvez por ser capaz de lhe vestir a pele.
Quando levou a pancada da viuvez, deambulou e, nos anos seguintes, fechou-se nele sem tentar sequer, por ser tarde ou não, procurar companhia.
Meio destroçado, parecia contudo bem assente na sua cimentada solidão, continuando a usar velhos remos, singrando, horizonte à vista, no mar do resto da vida.
Dizia que para ele o sexo morrera, acrescentando “e já era tempo”.
Neste reencontro leio tristeza no olhar, mais quebrado, esfomeado de se fazer ouvir e, de meu hábito, ali estava eu pronto a saciá-lo com o pão da minha escuta.
Finalmente conhecera alguém e, duvidoso do próprio desempenho, foi sem convicção acabar na cama, não propriamente para dormir.
Aos poucos acabou por se convencer que afinal o sexo apenas hibernara, surgindo agora em edição envelhecida, quiçá melhorada.
Entendiam-se. Dava certo. E da habituação passaram ao teste das compatibilidades e afinidades, coisa que o Julião entende correu na inversa e deveria ter sido o primeiro passo.
E, para não estender o relato, de imediato descrevo o sintético perfil que dela traçou .
Sensível e crente, demasiada crença, aceitando sem discussão ser o homem rei da criação.
Grande apreciadora de touradas, não vendo nelas a crueza do acto e aceitando que afinal os touros estavam aqui para isso.
Na roupagem, fervorosa devota dos Vuiton, Gucci e outros que, impondo a moda, não dão lugar à individualidade.
Senhora e sonhadora de andanças e viagens em que muitas andara.
Amante da mesa, perfeita no detalhe, convicta que ali se cria a identidade e, por tal, com alargada convivência social.
Desejosa de alargar o conhecimento da relação a familiares e amigos, como se, em idade tão adulta, os outros tivessem algo a ver com o encontro dos dois.
Ansiando por uma vida em comum, coisa arredia do Julião que, na verdade, nem já conseguia dormir acompanhado na real acepção do termo.
Se aceitar este sintético perfil e situar nele o que conheço deste meu amigo, poderia dizer, também sinteticamente: seria como se estivessem na linha do equador, ambos a alta temperatura, mas diametralmente opostos; estilos de vida arreigados, óbvia e praticamente inalteráveis no declínio.
O homem de vida simples que é o Julião, reconhece até ser possível que o ideal more no outro extremo e nem uma palha mexeria para que ela mudasse mesmo viesse isso a ser possível. Não queria, conhece a vida.
No seu âmago e por seu feitio, gostaria continuar amigo.
Nunca gostou de morder a mão que lhe faz festas.
Ela não o permitiu, acusando-o de brincar com os sentimentos dos outros e ser pessoa de usar e deitar fora.
Foi a gota de água e a lamina afiada que introduziu a duvida.
E questionou-me ele:
—Será essa a imagem que passo aos que atravessam a minha vida ?
Dei-lhe um abraço, beijei-o e disse-lhe:
— Não, não és assim. Eu sei e tu também.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
(160) Arte e Manha

(159) Consolo

sexta-feira, 4 de julho de 2008
(157) O quê... ou com quem!

domingo, 22 de junho de 2008
(156) LICENCIATURAS
Pisei três Faculdades no meu percurso.A de Direito, a de Economia e a da Vida.
Deixei as duas primeiras pela metade e nunca aprofundei a causa.
Talvez pelo sentimento de nada aprender por ali.
Talvez pela inutilidade da sua efémera aplicação prática.
Talvez por força da ultima.
Nessa sim, em cada ano tenho renovado a matricula e, também confesso, não sei a causa.
Sou repetente e a matéria é vasta.
Parte dela provoca grande sofrimento e dor.
Exige constante mudança de compêndios.
Encobre as ilusões sob o diáfano manto das convicções.
Todavia e estoicamente, vou continuando.
Questiono-me: porquê ?
Dum blog que uso visitar e onde frequentemente me revejo transcrevo o texto que aparentemente me dá a resposta nesta continuidade: (http://caminhoseternos.blogspot.com)
"Este é um teste para descobrir se a tua missão na vida está completa Se estás vivo é porque não
Ninguém morre sem ter experienciado tudo o que veio experienciar ao mundo físico."
domingo, 15 de junho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
(154) TUDO OU NADA

As duas imagens são semelhantes.
A que supomos ver e o seu oposto.
Como certos seres para quem o amor é um jogo de tudo ou nada.
Querem os outros como acessórios, esquecendo o roteiro da sensibilidade: ternura, carinho, amizade, compreensão, aceitação, donde, por vezes, sim, poderá brotar profundo amor nem sequer carecendo de correspondência.
Olhando a copa das árvores, adoraria porventura voar.
Evito por isso engaiolar as aves.
terça-feira, 10 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
(152) TOUPEIRAS NA CIDADE
segunda-feira, 2 de junho de 2008
(151) NOITE MÁGICA
terça-feira, 29 de abril de 2008
(150) QUATRO CAMINHOS
(148) MAIS PALADINOS
segunda-feira, 28 de abril de 2008
(146) DO CÉU
domingo, 27 de abril de 2008
(144) SINOS
Desde meninos observamos os sinos e os seus encantamentos. Blão blão
Quantos de nós prestamos atenção aos seus apelos ?
Na verdade aquele blão, blão não é meramente repetitivo.
Serve, e é distinto, na tristeza e na alegria; na dor e no prazer. Chama à oração e avisa do perigo.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
(143) INVASORES
Na quebra da calmaria campestre, chegam, apoderam-se da terra e aguardam reforços.






